A zona metropolitana do Porto tem um dos melhores sistemas de transportes da Europa. O investimento público e coletivo garantiram que o Metro do Porto fosse uma realidade, servindo anualmente mais de 50 milhões de passageiros. A qualidade da rede deve ainda aos STCP, que servem os habitantes de Gaia, Porto, Matosinhos, Gondomar e Valongo.
O extremismo ideológico deste governo, que prega a austeridade perpétua, ditou a privatização dos transportes do Porto e Lisboa. Significa… isto que os novos donos do Metro e dos STCP terão poder para suprimir linhas e horários, subir o preço dos bilhetes e despedir trabalhadores. Os habitantes do Porto pagarão em dobro este favor aos privados, uma vez que o Estado continuará a injetar dinheiro público nestas empresas, mesmo depois da privatização.
Em julho, com a ameaça do chumbo pelo Tribunal de Contas, o concurso internacional para a privatização resultou num falhanço, com o vencedor a não cumprir os requisitos mínimos. Mas Paulo Portas e Passos Coelho estão dispostos a tudo: o governo vai privatizar o Metro e os STCP por ajuste direto, a menos de um mês das eleições. Sem transparência ou provas de legalidade, este processo piora o que já era mau, o Porto pode perder todas as garantias de uma sistema públicos de transportes com o mínimo de qualidade.
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