Não há dúvida de que a Europa e os seus problemas continuam a chamar a atenção de toda a gente. Mais do que os problemas horríveis que devastam o resto do mundo, e cujas consequências inevitavelmente se vêm repercutir no que alguns têm designado por Velho Continente. Os problemas aqui são muito grandes, criados e agravados pela casta de governantes corruptos e incompetentes que a civilização europeia (será esta a melhor designação?) não soube afastar. A Grécia mostra-o bem, e Portugal, talvez de um modo mais dissimulado, também. Se alguém duvida, olhe bem para as sequelas do caso Espírito Santo, e dos problemas que têm sido detectado nos outros bancos. Quando é que teremos uma ideia mais precisa do que passou no BPN, e dos prejuízos que dele resultaram para o país? E nos outros bancos?
Joseph Stiglitz deu mais uma notável entrevista, que podem ler acedendo ao primeiro link abaixo, em que fala das desigualdades, da economia americana e diz que a União Europeia se está a destruir. Terá sido a propósito do lançamento de um novo livro seu, cujo título será em francês La Grande Fracture. Refere aspectos importantíssimos, mas há questões cujo tratamento fica incompleto, pelo menos pelo que conseguimos perceber. Aborda o problema da dívida pública, e como da maneira como tem sido tratado resulta uma pressão terrível sobre os povos, mas fica por dizer claramente (atenção, pelo menos quem escreve estas linhas não conseguiu perceber) que é uma arma para manter países e populações sujeitos ao domínio de oligarquias e estruturas político-financeiros. Toda a gente, pelo menos toda a gente com um mínimo de senso e isenção, sabe que as actuais dívidas pública (incluindo as privadas transformadas em públicas) são impossíveis de pagar. Até o FMI parece que já vai caminhando um pouco por aí (será mesmo verdade? Ou será mais uma marosca?). Mas é preciso dizê-lo alto e bom som, sem quaisquer sofismas.
E outras situações chocantes, que reflectem as horríveis desigualdades que vão campeando por todo o mundo, têm de ser fortemente denunciadas e enfrentadas. Vejam o segundo e terceiro links abaixo. Deste modo, como nos podemos admirar de haver milhões de refugiados à procura de um sítio onde possam viver com um pouco de segurança, conforto e justiça?