Passam hoje catorze anos sobre os atentados que ocorreram nos Estados Unidos, contra as Torres Gémeas, de Nova Iorque, e o Pentágono, em Washington. Custou a vida a cerca de três mil pessoas, entre as que se encontravam naqueles edifícios, os passageiros dos quatro aviões sequestrados e os executores dos atentados. Este horrível acontecimento, para além das vítimas, deixou um número incalculável de pessoas enlutadas e em estado de choque, e deu origem a uma série de teorias e especulações sobre como foi possível terem sido levados a cabo. Não se avançou muito na clarificação sobre o que se passou, em como foi possível um país tão poderoso, dotado de meios de informação e de espionagem tão sofisticados (veja-se o que foi revelado pelo Wikileaks e pelo caso Snowden), e que há muito que estende a sua acção a todo o mundo, permitir que acontecesse estes atentados. Os acontecimentos posteriores, desde a guerra no Iraque, até à aparição do auto-intitulado Estado Islâmico, passando pelo agravamento da pressão israelita sobre a população palestiniana de Gaza e da margem ocidental, a guerra na Síria e a intervenção da Arábia Saudita no Iémen, com certeza que têm ligação de alguma espécie a estes atentados. Recordá-los e procurar tirar as necessárias ilações é indispensável, sem dúvida.
Entretanto, o número crescente de refugiados que procuram a Europa, e os dramas derivados das circunstâncias em que o fazem, fazem novamente aumentar a necessidade de compreender o que se passa nos seus países de origem, e inclusive de modificar as políticas das potências ocidentais em relação a esses países. Um problema a requerer alteração urgente é sem dúvida o da venda de armas. Lemos entretanto uma notícia sobre a venda de armas pelo Reino Unido à Arábia Saudita. Vejam o primeiro link abaixo. Não será difícil, nem excessivo prever que, dentro em breve, o número de refugiados iemenitas crescerá e rivalizará com o dos sírios.
Propomos que acedam aos links abaixo:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4772878

