Sobre o assunto recorremos à Fundação Eça de Queiroz que nos diz:
“À Fundação Eça de Queiroz cumpre o doloroso dever de informar que ontem perdemos mais uma grande Senhora e grande entusiasta da vida e obra de Eça de Queiroz, a distinta académica brasileira, Beatriz Berrini.
A Sra. D. Maria da Graça Salema de Castro, Fundadora da FEQ, manteve ao longo de toda a sua vida uma relação muito especial com a Prof. Beatriz. Esta Senhora participou no projecto de constituição da Fundação e acompanhou o desenvolvimento de toda a nossa actividade, com especial destaque para a actividade cultural, já que integrava o Conselho Cultural da FEQ. Contribuiu, desde o primeiro número, na “Queirosiana”, revista de estudos sobre Eça de Queiroz e a sua Geração cuja publicação se iniciou em Dezembro de 1991 através da Associação dos Amigos de Eça de Queiroz.
Beatriz Berrini conluiu o doutorado em Letras pela Universidade de São Paulo em 1982 com a tese “Portugal de Eça de Queiroz” sob a orientação dos professores Maria Helena Nery Garcez e Duilio Colombini. Foi professora titular da Pontificia Universidade Católica de São Paulo e possui uma extensa obra publicada sobre Eça de Queiroz da qual destacamos alguns titulos:
– A relíquia: uma nova leitura. 1. ed. São Paulo: Educ, 2009;
– Eça & Machado – Conferências e Textos das Mesas Redondas do Simpósio Internacional Eça e Machado. São Paulo: EDUC, 2005;
– Brasil e Portugal: A Geração de 70. Porto: Campos das Letras, 2003;
– O Mandarim. 1. ed. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2003;
– A ilustre casa de Ramires: cem anos. São Paulo: EDUC, 2000;
– Eça de Queiroz: Literatura e Arte: uma antologia. Lisboa: Ed. Relógio d´Água, 2000;
– Eça de Queiroz: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000;
– J. M. Eça de Queiroz e J. P. de Oliveira Martins: correspondência. Campinas: UNICAMP, 1995;
– Comer e beber com Eça de Queiroz. Rio de Janeiro: Index, 1995;
– A arte de ser pai: cartas inéditas de Eça de Queiroz para os seus filhos. Lisboa: Verbo, 1992;
– Ramalho Ortigão: cartas a Emília. Lisboa: Lisóptica / Biblioteca Nacional, 1992;
– Eça de Queiroz: O Mandarim – Edição Crítica. Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 1992;
– Eça de Queiroz: palavra e imagem (uma fotobiografia). Lisboa: Inapa, 1988;
– Cartas inéditas de Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Batalha Reis e outros. Lisboa: O Jornal, 1987;
– Eça e Pessoa. Lisboa: A Regra do Jogo, 1985;
– Portugal de Eça de Queiroz. Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 1984
A Fundação Eça de Queiroz presta desta forma a sua singela homenagem a esta Senhora que “galgou” inúmeras vezes as serras para vir a Tormes “o mais alto dos sitios queirosianos”.