SESSÃO ESPECIAL: RUY BELO. ‘TALVEZ UM DIA EU ENTRE NO CINEMA’, DIA 28 DE SETEMBRO, 21H, CINEMA MEDEIA MONUMENTAL

A MEDEIA FILMES propõe, no próximo dia 28 de Setembro, às 21h00, no cinema Medeia Monumental, um programa especial sobre a relação de outro dos maiores poetas portugueses do século XX, RUY BELO, com o cinema.

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Este programa, que contará com o actor Pedro Lamares na leitura dos poemas e com uma intervenção do ensaísta e professor António M. Feijó intitulada “A Deanie Loomis de Ruy Belo”, será completado com dois filmes: um pequeno filme familiar do professor Luís Filipe Lindley Cintra, com Ruy Belo e Teresa Belo, “O LUGAR ONDE O CORAÇÃO SE ESCONDE”, verso do poema “Vila do Conde”, onde foi filmado, e ESPLENDOR NA RELVA de Elia Kazan, que, como escreveu João Bénard da Costa, exerceu sobre Ruy Belo “uma paixão tão devastadora como a que no filme Deanie Loomis (Natalie Wood) e Bud Stamper (Warren Beatty) tiveram um pelo outro”. Leia aqui um excerto do texto de João Bénard da Costa.

A maior parte dos poemas que serão lidos pertence ao livro Homem de Palavra[s] (1970), onde, como o poeta afirma, na “explicação preliminar” à 2ª edição (1978), “a influência do cinema é notória […] mais do que em qualquer outro [livro seu].” E acrescenta: “ ‘Humphrey Bogart’ e principalmente ‘No way out’, ‘Vício de matar’ e ‘Esplendor na relva’ são poemas onde o cinema me ensinou a ver. No meu livro Transporte no Tempo ainda aparecerá “Na morte de Marilyn’ […]

Ninguém, no futuro, nos perdoará não termos sabido ver, esse verbo que tão importante era já para os gregos. É de notar que, em ‘Esplendor na relva’, se recolhe o momento preciso em que Natalie Wood, actriz maravilhosa, que no filme encarna a delicada e fresca figura de Deanie Loomis, muito bem dirigida por Elia Kazan, procura em vão comentar numa aula um excerto de um poema de Wordsworth sobre a fugacidade da vida e a necessidade, como condição de felicidade, de colher a flor no próprio instante em que floresce. Em ‘No way out’, avulta o sentimento da pequenez humana ante os problemas mundiais. O real, o mais real, é o homem. Recorro, para isso, à antítese: ‘a dois passos de mim’ – ‘em beavar canal’.”

 O bilhete para o programa completo já está à venda e tem o custo de 3€.

O programa RUY BELO. ‘TALVEZ UM DIA EU ENTRE NO CINEMA’* realiza-se com o apoio da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, da Antena 1 e da Antena 2.

* “Sim pode ser talvez um dia eu entre no cinema como quem entra decididamente num país” Ruy Belo, “Meditação Anciã”, in Toda a Terra, 1976

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