
A Humanidade é uma só. Maiorias e minorias religadas entre si. Múltiplos povos. Indissolúvel unidade. O mais belo e o mais espantoso arco-íris. Acontecemos no decurso da Evolução. Estamos ainda a acontecer. Somos infância a caminho da maioridade. Crescer é preciso. De dentro para fora. Em Ser. Consciência. Autonomia. Liberdade. Sabedoria. Afecto. Tudo o que atenta contra a indissolúvel unidade da humanidade é sentido por ela como estranho. Inimigo. Visa separar, dividir o que é intrinsecamente indissolúvel. A existência de maiorias e minorias não é um dado negativo. Desde que se garanta a indissolúvel unidade da humanidade, é, até, uma mais-valia. É na indissolúvel unidade que somos-crescemos de dentro para fora em humano. A sororidade-fraternidade é a essência da humanidade. Só a sororidade-fraternidade praticada garante a indissolúvel unidade da humanidade, na variedade de povos, línguas, culturas. A máxima fragilidade consciente. Nada mais belo no universo do que a humanidade em indissolúvel unidade, sororidade-fraternidade, a máxima fragilidade consciente. Nada mais medonho no universo do que a quebra da indissolúvel unidade da humanidade, fragilidade consciente. O medonho acontece, sempre que as minorias trocam a sua missão política de humilde e fecunda presença maiêutica entre e com as maiorias, pelo descriador papel de agentes históricos do poder. Esta troca perfaz um abalo sísmico descriador da humanidade arco-íris. Vivemos hoje no epicentro deste abalo sísmico. Tudo nos é estranho, até a terra. Com grande parte das minorias transformada em senhores do mundo. Com as maiorias reduzidas a suas súbditas, atentas e reverentes. Quantas, quantos, nos apercebemos deste Pecado estrutural do mundo, perguntamos, uma e outra vez, Mas às maiorias, senhores, por que lhes dais tantas dores? E eles, incomodados por não os adorarmos, só descansam, quando nos desacreditam e abatem.
2 Outubro 2015
