“COMO (…) COISAS QUE NÃO EXISTEM “– UMA EXPOSIÇÃO A PARTIR DA 31ª BIENAL DE SÃO PAULO
DE 02 OUT 2015 A 17 JAN 2016
A Bienal de São Paulo foi fundada em 1951 e é a segunda bienal mais antiga do mundo a seguir à Bienal de Veneza, que foi inaugurada em 1885 e lhe serviu de modelo. A bienal tem como objetivo aproximar a arte brasileira do público internacional e vice-versa. Esta será a primeira vez nos seus mais de 60 anos de história que a Bienal de São Paulo viaja para fora do Brasil.
A investigação que a exposição faz do potencial revelador da arte está a ser reconfigurada de acordo com o contexto físico, social e cultural da cidade do Porto e do Museu de Serralves. As obras de arte selecionadas, desde pinturas e esculturas até vídeos e instalações, condensam as ideias da exposição brasileira e centram-se no modo como a arte pode alterar formas de pensar o mundo. Imaginando modelos de vida e sociedade que são diferentes ou (ainda) não existem, as obras de arte questionam a autoridade da religião, da história e dos sistemas de controlo e apontam de que modo ela poderia ser diferente. O título da exposição está, ele próprio, em constante transformação, com o verbo mutante a sugerir alguns dos muitos e diferentes tipos de experiência da arte enquanto processo de devir.
A apresentação de “Como (…) coisas que não existem” no Museu de Arte Contemporânea de Serralves integra o PROGRAMA NO TEMPO, uma série de discussões especialmente comissariadas que decorrerão em três momentos da exposição. Esse programa baseia-se na investigação exaustiva levada a cabo pelos curadores da Bienal no Porto e em Lisboa, a qual incluiu encontros com jovens artistas, ativistas e investigadores, bem como visitas a espaços expositivos independentes, universidades e cooperativas artísticas. Abordará os temas importantes que dão forma a este projeto: Da Educação, Colonialismo Invertido e O Direito à Cidade: Criminalização da Pobreza.
“Como (…) coisas que não existem – uma exposição desenvolvida a partir da 31ª Bienal de São Paulo” é comissariada por Charles Esche, Galit Eilat e Oren Sagiv, com o apoio dos curadores de Serralves Ricardo Nicolau e Paula Fernandes, e organizada pela Fundação Bienal de São Paulo em colaboração com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto. Em São Paulo, a exposição foi adicionalmente comissariada por Nuria Enguita Mayo, Pablo Lafuente com Benjamin Serrousi e Luiza Proença.
A mostra foi premiada na III Convocatória Ibero-Americana de Projetos de Curadoria,Conversaciones, realizada pelo Programa Ibermuseus.