FOLIO, ÓBIDOS, DIA 15 DE OUTUBRO – VÁRIAS ACTIVIDADES

Inauguração da Exposição “Mal” Branco de João Francisco Vilhena. Entrada Livre.

Fotografia e instalações – “20 anos Ensaio Sobre a Cegueira”:

“Ensaio sobre a cegueira” foi publicado há 20 anos, é um livro seminal na obra de Saramago, uma reflexão profunda sobre o mundo contemporâneo e o seu crescente egoísmo. O livro é um espelho do que vemos hoje em dia. A Europa é um sonho distante, contaminada por uma cegueira económica. Balsas formadas por homens, mulheres e crianças fogem de um manicómio existencial, à deriva no mar Mediterrâneo procuram abrigo no dito mundo civilizado. Muros de arame são de novo erguidos e as fronteiras fecham as suas portas.

“Ensaio sobre a cegueira/Instalação visual” de João Francisco Vilhena a partir do livro de José Saramago é uma reflexão artística sobre as suas palavras e uma homenagem ao pensamento de um criador notável.

A Instalação visual é feita de imagens, palavras e sons. Utilizando o espaço ocupado, seja ele qual for, como uma experiência sensorial para o visitante. Dezenas de olhos confrontam-nos, não sabemos se estão/são cegos, causando um incómodo e uma estranheza ao visitante/espectador que se sente, de alguma maneira, observado e invadido na sua intimidade.

O espaço é uma metáfora do manicómio onde os cegos foram colocados no livro de Saramago, o visitante é isolado do exterior e confronta-se com palavras que não consegue decifrar. As palavras são compostas em escalas oftalmológicas, obrigando o visitante/espectador a um desconforto visual e incómodo na procura da distancia correta para ler a palavra bem definida, ou não…

O visitante/espectador sente o sofrimento do escritor.

No cruzamento dos olhos com as palavras e na procura da escala certa os visitantes distanciam-se entre si, aumentando as suas diferenças não conseguindo estar no mesmo eixo visual.

O artista, João Francisco Vilhena, utiliza a disciplina da oftalmologia como metáfora para as palavras do escritor.

O fim da instalação visual é feita por um vídeo com imagens brancas “como porcelana” onde por vezes há linhas de cores causando uma ondulação visual no visitante/espectador; a cegueira branca e a possibilidade de algo através da cor.

A Instalação visual pressupõe uma sonoridade atmosférica que num loop permanente induz o visitante/espectador num ambiente, igualmente sensitivo ao nível da audição.

WORKSHOP PARA GRUPOS ESCOLARES – ANDREIA BRITES

ABERTURA OFICIAL FOLIO

AULA – PEDRO MEXIA

INAUGURAÇÃO EXPOSIÇÃO DE PEDRO LOUREIRO

INAUGURAÇÃO EXPOSIÇÃO DE JOÃO FRANCISCO VILHENA

INAUGURAÇÃO ESPLANADAS LITERÁRIAS E SUNSET WINE

INAUGURAÇÃO ESPAÇO EDITORAS

TERTÚLIA – “LER PARA QUÊ “

EXPOSIÇÃO VIEIRA DA SILVA

INAUGURAÇÃO EXPOSIÇÃO DE SÉRGIO CEZAR

INAUGURAÇÃO – EXPOSIÇÃO DE ANDRÉ LETRIA

                                                                          GRANDE CONCERTO DE ABERTURA – ENTRADA LIVRE

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Passaram-se os anos e Vinicius volta hoje a Portugal para comemorar seu centenário, pelas vozes de duas pessoas que lhe foram muito próximas durante toda sua vida; a cantora Miúcha, parceira de shows e filha de seu grande amigo Sergio Buarque de Hollanda, e sua própria filha, Georgiana de Moraes, que também participou do histórico show do Canecão do Rio, Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha. Esse espetáculo, que marcou o reencontro de Tom e Vinicius no palco depois de muito tempo, ficou quase um ano em cartaz no Canecão do Rio e depois saiu em tournée por vários países da Europa passando por teatros como: Olympia em Paris, Paladium em Londres, Scala em Milão, Sistina em Roma, entre outras.

Miúcha e Georgiana contam essas histórias e costuram com canções de Vinicius e seus parceiros as muitas lembranças dessa convivência, acompanhadas por um quinteto de instrumentistas do primeiro time da cena musical brasileira: Camilla Dias piano, João Lyra, violão, Jamil Joanes, baixo, Ricardo Costa bateria, alen da participação especial de Georgiana de Moraes na percurssão.

Com a aproximação do centenário de nascimento de Vinicius Miúcha e Georgiana esperam reviver nos vários locais que marcaram a vida de Vinicius o show já feito por elas em Brasília com a presença o presidente Lula e do corpo diplomático, e, mais recentemente no L’ Éuropéan de Paris.

Esse roteiro que fala de amores e de lugares, enfatiza também a força da grande amizade que unia Vinicius de Moraes e Sergio Buarque de Hollanda, que tem perdurado até hoje, ja quarta geração das famílias, realizando o que Sergio profetizou no prefácio que fez para “ O Operário em Construção e outros poemas:

Verdade é que a imagem do poeta, meu irmão mais moço e já hoje irmão mais velho de meus filhos, com eles formando a álacre família dos Buarque de Moraes, continuo a tê-la tão presente, que a vou encontrar, não raro, nos próprios livros que minha profissão me leva a consultar
Não podendo, como não posso, escrever de autores ou, se teimasse em escrever, o resultado ficaria muito abaixo do homenageado, contentei-me aqui em contar um punhado de lembranças, que sempre guardarei, daquele que consegue sentir, e compor, e cantar e viver uma poesia das mais altas desta terra e deste tempo.
Sergio Buarque de Hollanda

E é o que estamos fazendo : invocando a presença de Vinicius com suas canções e poemas para repartir com aqueles que não tiveram o privilégio de sua amizade, “ um punhado” de lembranças e historias que revelam um pouco da personalidade do ser humano fascinante que habitava o grande artista que todos conhecem.

Miúcha
Georgiana de Moraes

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