O CURANDEIRO, DE BRIAN FRIEL, NO CENTRO CULTURAL DE CASCAIS, A PARTIR DE DIA 15 DE OUTUBRO

Esta é a história de Frank Hardy, um curandeiro ambulante, de Grace, a sua mulher irlandesa (segundo ela) ou amante inglesa (segundo ele) e o agente londrino deles, Teddy. Brian Friel cruza quatro monólogos sobre uma mesma realidade, vista por três pessoas que viveram de forma intensa os mesmos acontecimentos.

o curandeiro

Cada um deles conta a sua versão, às vezes muito diferente, dos anos de itinerância e existência precária passados dentro de uma carrinha e nos centros paroquiais e igrejas de aldeia, percorrendo os recantos mais remotos e rurais do País de Gales, da Escócia e finalmente da Irlanda, onde aparentemente Frank morre.

O primeiro e último monólogo pertencem a Frank. Ninguém sabe ao certo qual a realidade dos poderes deste curandeiro, e o mais cético é ele próprio. Algumas vezes aconteceu “o milagre”, mas parece que a única certeza que tem sobre os seus poderes é que sabe quando não vai acontecer nada.

Frank conta que, quando estavam em Kinlochbervie, uma aldeiazinha no extremo norte da Escócia, soube que a sua mãe tinha tido um ataque cardíaco e estava muito doente. Regressou à Irlanda, mas encontrou-a já morta. Doze anos depois, estava de novo na Irlanda com Grace e Teddy. Numa taberna rural, após uma festa de casamento bem regada, Frank enfrenta o seu maior desafio ao tentar curar um homem paralisado numa cadeira de rodas, na presença de quatro amigos dele, completamente bêbados.

Grace dá voz ao segundo monólogo e o  terceiro monólogo é da responsabilidade de Teddy.

As realidades de cada um são contraditórias e fragmentadas consoante as memórias e incertezas de cada contador. Mas é unânime a afirmação da veracidade da cura de 10 pessoas efetuada por Frank no País de Gales.

Ao serem contados, os eventos reais e imaginados dos anos passados refletem os desejos, as nostalgias, as vulnerabilidades individuais de cada um. A morte do bebé, a morte da mãe de Frank (Grace diz que foi o pai) ou o suicídio de Grace são lembrados de maneiras diferentes tanto trágicas como cómicas seguindo a tradição irlandesa do contador de histórias.

Organização: Bairro dos Museus | Fundação D. Luís I | Produções Prospero

Horário:

15, 16, 17 de outubro | 10, 11, 12 de dezembro: 21h30

18 de outubro | 13 de dezembro: 16h00

 Centro Cultural de Cascais – Avenida Rei Humberto II de Itália, S/N
2750-800 Cascais

Leave a Reply