
Lisboa
Poema: Eugénio de Andrade (excerto) [texto integral >> abaixo]
Música: Trovante
Intérprete: Trovante* (in LP “Baile no Bosque”, Valentim de Carvalho, 1981, reed. EMI-VC, 1988, Valentim de Carvalho/Som Livre, 2007; 2CD “Saudades do Futuro: O Melhor dos Trovante”: CD1, EMI-VC, 1991)
Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes…»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
[instrumental]
Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes…»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
[instrumental]
* Trovante:
Artur Costa – saxofone alto, flauta de bisel, voz
João Gil – viola, voz
João Nuno Represas – percussões, voz
Luís Represas – voz solo, bandolim
Manuel Faria – pianos acústico e eléctrico, Yamaha CS 80, e acordeão
Participação especial de:
Fernando Júdice – baixo eléctrico, contrabaixo
Guilherme Inês – bateria
Luís Caldeira – flauta transversal
Arranjos e direcção musical – Trovante
Produção – Nuno Rodrigues
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Março de 1981
Técnico de som – Hugo Ribeiro
Corte – Fernando Cortês
Montagem digital (edição em CD) – Miguel Gonçalves
LISBOA
(Eugénio de Andrade, in “Coração do Dia”, Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1958; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 93-94)
Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes…»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
Eu sei. E tu sabias?
Nota prévia:
