“PEDRO E INÊS”, DE OLGA RORIZ , AINDA ATÉ DIA 24 DE OUTUBRO, NO TEATRO CAMÕES

“A Companhia Nacional de Bailado regressa à coreografia que Olga Roriz concebeu para a história do amor trágico de D. Pedro e Inês de Castro. Numa dança que mistura paixão, entrega, desespero e tensão, um casal de bailarinos move-se sobre um espelho de água. Este representa a Quinta das Lágrimas, em Coimbra, onde o futuro rei de Portugal se encontrava secretamente com a nobre galega, para fugir aos olhares dos que viam aquele amor como uma ameaça à soberania nacional».

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Olga Roriz coreografia, dramaturgia e seleção musical ∙ João Mendes Ribeirocenografia ∙ Mariana Sá Nogueira figurinos ∙ Cristina Piedade desenho de luz  ∙ Bruno Gonçalves sonoplastia


Artistas da Companhia Nacional de Bailado 
interpretação

seleção musical LTJ Buken, Journey Inwards, “Point of View”; Arvo Pärt, Tabula Rasa, “Cantata in Memory of Benjamin Britten”; Kronos Quartet e Istvan Marta, Black Angels, “Doom. A Sigh”; Blixa Bargeld, Commissioned Music, “Blackout Music”; Philip Glass, The Secret Agent, “Secret Agent” e “Roast Beef”; John Zorn, Naked City, “The noose” e “Gob of Spit”; John Zorn,Film WorksVIII, “Sangre” e “Engano”; Einstürzende Neubauten Arvo Pärt, Tabula Rasa (excertos)

O bailado Pedro e Inês, de Olga Roriz, foi estreado pela Companhia há 12 anos. Depois de várias tentativas coreográficas protagonizadas por Almada Negreiros, António Ferro/Francis Graça e Os Bailados Verde Gaio e pela própria CNB, no seu segundo ano de existência, o tema é recorrente mas sobretudo apetecível, pois junta à fórmula amorosa shakespereana, já por si vencedora, todo uma exaltação do dever em defesa da pátria que, aliás, calçou como uma luva nalgumas ideologias. Sem esquecermos a importante dimensão poética que, ao longo dos tempos, se lhe foi acrescentando, diríamos que este é um guião perfeito. Mas uma boa história nem sempre se concretiza favoravelmente como, de facto, aconteceu com todas as anteriores versões coreográficas.

Foi Olga Roriz e a equipa de criativos que com ela colaboraram que lhe souberam dar a presença e a dimensão universal de um clássico. Razão suficiente para, agora, não deixarmos esta linda Inês posta em sossego por mais tempo.

 Teatro Camões – Lisboa

sessões

 quinta a sábado às 21:00h/  domingo às 16:00h

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