A democracia deveria ser o governo do povo, pelo o povo e para o povo.
No entanto o poder é roubado pelas elites. Os partidos políticos tentam por todos os meios manter o poder numa lógica puramente eleitoralista.
A máfia dos partidos políticos.
Volta e meia, surgem casos de corrupção e clientelismo nas formações políticas, cujo o único objectivo é assegurar o poder, legitimado por eleições. Eleições essas que têm apenas como único objectivo a sua sobrevivência eleitoral e a reeleição dos seus pares.
Os partidos políticos funcionam como uma máfia ou como uma seita: luta de clãs, clientelismo e cálculos eleitorais.
São sempre os mesmos que dividem o poder nos postos chave do poder, mesmo que para isso tenham que acenar com a clivagem direita/esquerda, conceitos hoje em dia ultrapassado.
A ditadura das eleições.
O principal problema são as próprias eleições e a transferência de poderes gigantescos nas mãos dos eleitos. Esses eleitos são profissionais políticos que uma vez obtido o voto podem fazer dele o que querem. Existe uma verdadeira profissionalização da política.
Por isso, a classe política recusa qualquer reforma eleitoral que a poria em causa e assim perderem o seu poder.
Como qualquer máfia, uma vez eleitos, os partidos políticos funcionam como um “grande família” que podem distribuir cargos e riqueza como lhes convém.
Após o voto, os eleitores não podem fazer mais nada, a não ser acatar o poder do vencedor.
Os eleitos progressivamente tomam conta do território e controlam qualquer actividade, não só politica, mas também económica. Qualquer cidadão tem de passar pelo crivo do partido eleito, e caso não seja da sua cor terá a vida difícil.
O mito da alternância do poder.
Para mitigar esta aberrante situação eleitoral, os dois principais partidos políticos inventaram a “alternância” do poder, ora mando eu, ora mandas tu, quando na realidade esses partidos têm os mesmos objectivo de poder, são a mesma coisa.
Os dois partidos no poder, que existem em todo o mundo ocidental, excluem qualquer alternativa. E fazem-no através de eleições falsificadas.
A falsificação eleitoral faz-se através de círculos eleitorais desenhado por eles para proibir o acesso a partidos ou iniciativas alternativos.
Acabar com essa ditadura bi-partidária passa pela responsabilização dos eleitos. Em qualquer organização normal, quando as pessoas não são competente são substituídas. Este facto é impossível no sistema actual.
Está na altura de “inventar” um sistema com um novo sistema político baseado numa democracia verdadeiramente representativa com verdadeiras eleições democráticas.
Peço desculpa mas isto lembra outros tempos……..da verdadeira, da legítima…Sinceramente, não esperava.