Tanto como a lei que, daqui a escassíssimos meses, há-de arrumar o chefe do clã numa pequena prateleira da Wikipedia.
Em boa verdade, ninguém pode levar a mal que o chefe proteja os seus. Os do seu clã. Sempre assim foi e sempre assim será. É da tradição. A não ser, claro está, que algum dos membros desrespeite as ordens do chefe.
Ora não é o caso do escolhido. Tal qual o chefe do clã, também ele é um zeloso cumpridor da tradição e das ordens. Foi assim que um e outro subiram na hierarquia familiar. Ambos são pela tradição e ambos têm a mesma pequena visão do mundo. Ambos são homens tementes a Deus e o escolhido até já foi visto com um “terço” na mão, confortando velhinhos e velhinhas.
Um e outro rezam pela mesma cartilha, pois. Têm amigos comuns e os inimigos de um são os inimigos do outro. A título de exemplo: o doutor que o escolhido há alguns meses apresentou como empresário exemplar é um desses amigos comuns, enquanto os inimigos de ambos estão há muito perfeitamente identificados. Veja-se:
– Os que vivem do seu trabalho e todos aqueles que se recusam a abanar a cabeça às ordens do chefe do clã.
Repito: a escolha era fatal como o destino. Mas veio acompanhada de uma rajada de ameaças que teve o condão de unir as vítimas do chefe e da sua família.
Tanto que as vítimas meteram “ferro” e, pasme-se, cometeram a suprema heresia de recusar o seu eleito para presidir à assembleia
Caiu o Carmo e a Trindade e os sinos da Sé de Lisboa tocaram a rebate.