Em 1989 caiu o Muro de Berlim. Construído em 1961, com grandes protestos de vários quadrantes, e apontado com um símbolo da opressão reinante na República Democrática Alemã (RDA) e em todos os países do pacto de Varsóvia, a sua demolição (que foi completada em 1990) foi saudada com grande entusiasmo e mesmo apontada como um sinal do avanço da liberdade e da democracia na Europa e mesmo no resto do mundo. Acredita-se geralmente que a sua construção foi feita principalmente para impedir os alemães de leste de se virem fixar no ocidente. As motivações seriam para uns de natureza política, outros viriam procurar trabalho ou reunir-se a familiares. Também houve quem apontasse que um muro à volta de Berlim Ocidental se destinava a criar restrições na vida da cidade de modo a levar as potências ocidentais a abandoná-la. E o governo da RDA alegou que visava prevenir infiltrações do lado ocidental, que visariam causar perturbações no território sob a sua jurisdição.
A expressão “muro de Berlim” chegou a entrar na linguagem corrente, para designar obstáculos erguidos entre as pessoas, de uma maneira ou outra, mesmo na vida diária. Eis que um quarto de século passado, tendo entretanto ocorrido celebrações do aniversário do seu fim, há quem continue a propor a construção de muros para impedir a passagem de pessoas que procuram uma vida melhor noutro país, ou noutra região. O caso mais falado será o da proposta de Donald Trump, o milionário norte-americano candidato à nomeação pelo partido republicano para a eleição no próximo ano para a presidência da república. Propõe que se construa um muro ao longo da fronteira com o México para impedir a imigração clandestina, e mais, pretende que sejam os mexicanos a pagá-lo. Esta sua proposta complementa outra, que é a de expulsar os imigrantes clandestinos do país. Entretanto, na Europa, vários países, como a Hungria, a Bulgária e agora também a Áustria, estão a construir muros nas fronteiras com países vizinhos para impedir a passagem dos refugiados que entraram na Europa pela Grécia. E na Palestina o Muro da Cisjordânia, que deverá estender-se por mais de 700 quilómetros, continua a avançar, apesar de todas as pressões em contrário.
Propomos que acedam aos links seguintes:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=796547
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/11/veja-25-fatos-sobre-o-muro-de-berlim.html
http://www.tsf.pt/internacional/interior/novos-muros-na-europa-4858844.html

