ASSOCIAÇÃO DE COMBATE À PRECARIEDADE – PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS – DESEMPREGO REAL NOS 18% COM 316 MIL INACTIVOS PARA ESCONDER AS CONTAS

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Plano Emergência 2015

4 de Novembro de 2015

Desemprego real nos 18% com 316 mil inactivos para esconder as contas | Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis

O INE divulgou hoje as suas Estatísticas do Emprego para o 3º Trimestre de 2015, mantendo-se oficialmente o desemprego nos 11,9%. Os números do desemprego real cifram-se no entanto nas 934,9 mil pessoas desempregadas, uma taxa de desemprego real de 18%, subindo um ponto percentual desde o semestre anterior. Na base das estatísticas apagadas, estão os 316,1 mil inactivos, mais 50 mil que no semestre anterior.

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Os dados mais relevantes do documento hoje revelado são a ainda redução da população empregada em 5 mil pessoas (cifrando-se agora nos 4575,3 mil) e a redução da força de trabalho nacional (população activa) em 15 mil (descendo para os 5194,1 mil pessoas. Esta é a tendência que se mantêm de semestres anteriores, para a redução da população activa e da população empregada, fruto da emigração.

Por outro lado, os trabalhadores contratados a prazo atingiram um máximo de 703,7 mil, tendência que vem em crescendo desde o 4º trimestre de 2012, em que eram 585 mil trabalhadores a prazo. Este é o reforço provocado pelo “novo emprego”, com quase mais 120 mil trabalhadores precarizados a prazo, muito por virtude das duas prorrogações da duração máxima de três anos para os contratos a prazo, que termina esta semana. Finalmente, perderam-se 30 mil empregos a recibos verdes, que se mantiveram apesar disso nas 805,6 mil pessoas, que seguramente estarão à espera de poder ver as suas condições de trabalho melhorar se as propostas eleitorais acerca de recibos verdes se materializarem com um futuro governo.

No total há 1884,4 mil precários (contratados a prazo, recibos verdes, trabalhadores a tempo parcial, familiares não remunerados, subempregados e biscateiros) e 934,9 mil desempregados. O seu peso na força de trabalho cifra-se nos 54,4%, isto é, a maior  parte da população continua a ser precária ou desempregada.

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