EDITORIAL: O DESESPERO DE QUERER QUE UMA PETIÇÃO POSSA VALER MAIS DO QUE UMA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA

Desesperados com a falta de apoio dos amigos da Europa (onde afinal em 4 logo editorialpaíses – Luxemburgo, Dinamarca, Bélgica e Letónia – primeiros-ministros não saíram do partido vencedor), desesperados por  aquelas bandas não acharem estranho um acordo das esquerdas, desesperados por nem mesmo os mercados andarem nervosos, sugerem a repetição de eleições e a revisão da Constituição!

Desesperados por verem o seu poder ir por água abaixo correm a arranjar assinaturas,  numa petição pública a pedir ao Presidente da República para não dar posse ao governo do PS apoiado pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP (já com mais de 38.000 assinaturas). Pedir, veja-se bem!

 Desesperados, assinam acordos na calada da noite, injectando o (nosso) dinheiro para evitar colapso de uma empresa – a TAP – quando se já sabia que era uma questão que não tinha acordo dos que aí vinham (ah! mas que negócios se perderiam?) e que os seus poderes eram limitados (no que diz respeito a vender empresas públicas).

Desesperados, dominam a comunicação social que passou a só passar para fora os argumentos da direita contra a nova perspectiva de governo, com os jornalistas, embora encapotadamente, a alinharem no ataque das esquerdas, ignorando a emoção de esperança que também corre nas veias de quem votou contra  o regime dos últimos 4 anos.

 

 

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