A GALIZA COMO TAREFA – Universidade Aberta na Galiza – Ernesto V. Souza

Município de Rianjo e Universidade Aberta chegam a um acordo para instalar um Centro Local de Aprendizagem na vila galega.

A simbólica e tantas vezes pioneira vila de Rianjo, pátria de Castelão, os Dieste, Manoel António, Martelo Paumán ou Pai Gomes Charinho, por citar apenas alguns entre os grandes vultos da literatura galega,  converte-se na primeira cámara da Galiza em dispor de um Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta.

Como se destaca na nota na página da UAb,  o entendimento chega depois de uma reunião na qual participaram o Alcaide Adolfo Muinhos (do BNG), a Vice-Reitora Carla Oliveira, o Vice Reitor Domingos Caeiro na UAb e o Secretário Executivo da Academia Galega da Língua Portuguesa, Ângelo Cristóvão, pela qual se acordou instalar um Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta, em aplicação do Protocolo de Colaboração assinado em 2009 entre a Câmara e a Universidade.

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As atividades começarão previsivelmente dentro de quatro meses,  tempo que se considerou necessário para ajustar os processos administrativos e proceder à seleção de uma pessoa coordenadora do CLA, que realizará a gestão das atividades da universidade para o território galego.

Durante a reunião identificaram-se preferencialmente três áreas iniciais de atividade: área do mar e as pescas, formação em língua portuguesa e comércio internacional orientado para os países de língua portuguesa. Para esta finalidade a câmara disponibiliza as modernas instalações do Auditório Municipal.

A ativação deste protocolo de colaboração vem ao encontro de uma nova situação na Galiza, depois da aprovação, por unanimidade do Parlamento autónomo, da « Lei Paz Andrade para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia », que estabelece a implantação do ensino do português, o fomento dos intercâmbios de produtos audiovisuais com os países de língua portuguesa e o estabelecimento de relações institucionais com entidades públicas e privadas do espaço lusófono.

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Abrir um Centro Local de Aprendizagem da Universidade aberta na Galiza, era uma velha aspiração da AGLP. No Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) que decorrera em Santiago de Compostela em outubro de 2009 o Presidente da AGLP e o Reitor Magnífico da Universidade Aberta (UAb) assinaram o Protocolo de Colaboração.

No momento, o Presidente da Academia Galega, Professor Doutor Montero Santalha, catedrático da Universidade de Vigo, referiu que esta colaboração iria contribuir a visualizar a situação do português da Galiza, e a facilitar o acesso dos estudantes galegos ao ensino superior, não presencial, na sua língua. Pela sua vez, o daquela Reitor da Universidade Aberta, Professor Doutor Carlos Reis, destacara as vantagens do e-learning, e também a Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV).

A Universidade Aberta passará a ser uma opção universitária mais na Galiza mas a única que se veicula inteiramente em língua portuguesa. Esta iniciativa vai contribuir magnificamente na Galiza à promoção da Língua portuguesa e vai permitir tirar proveito das potencialidades técnicas que o Ensino a Distância (EaD) oferece, disponibilizando uma vertente de ensino vocacionada para públicos dispersos adultos, já formados, necessitados de reconversão profissional, de atualização e de aprendizagem.

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A Universidade Aberta (UAb) foi fundada em 1988, e é a única instituição de ensino superior a distância em Portugal. Com sede em Lisboa, conta com mais de 17 centros locais em diversas localidades portuguesas, tendo-se expandido nos últimos anos também a Maputo (Moçambique), com cerca de 10000 alunos espalhados em mais de 30 países aos que oferece uma vasta gama de titulações.

A Universidade define os Centros Locais de Aprendizagem como «núcleos vocacionados para a promoção de atividades orientadas pelos princípios da Aprendizagem ao Longo da Vida». Estes centros resultam da criação de parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil, procurando desenvolver uma intervenção, em termos culturais e educativos, enquadrada nas dinâmicas locais e de acordo com as especificidades da respectiva área de influência.

Pretendendo favorecer o acesso de amplos setores populacionais à Sociedade da Informação e do Conhecimento, a sua ação privilegia a aquisição de competências no uso das Tecnologias Digitais, bem como o desenvolvimento de outras competências – académicas, profissionais, culturais e cívicas – em diferentes áreas.

Neste sentido, dinamizam ações educativas de âmbito formal, não-formal e informal, com vista à oferta de oportunidades de aprendizagem às populações que, por circunstâncias geográficas, são particularmente suscetíveis de exclusão.

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