REFLEXÕES EM TORNO DO MASSACRE DE PARIS, EN TORNO DO CINISMO DA POLÍTICA OCIDENTAL – introdução à I parte da série

júlio marques mota

Reflexões  em torno do massacre de Paris, em torno do cinismo da política Ocidental

 

Caros Argonautas

Bem antes do drama de Paris tínhamos colocado  dois textos no blog para serem publicados logo que fosse possível relativos à guerra na Síria.   Um  dos dois horários  que me foram atribuídos  é ocupado com uma série de textos sobre a Grécia, onde alguns deles são mesmos fabulosos,  e o outro horário tem sido ocupado pela crise da Europa e de Portugal também,  tem  levado  a que os textos referidos tenham ficado na fila de espera.

O drama de Paris desenterrou-os. Com efeito eu próprio procuro entender, para lá dos médias e das grandes caixas, algumas das razões  que possam explicar  o que aconteceu. Nesse sentido organizei um caderno de  textos sobre o tema que passaremos agora a apresentar e esses dois textos  retomam  o seu lugar nesta série. Procuro entender e, se não entendendo, ou é porque  me falta capacidade de conhecimento porque será tudo simples, ou será antes porque assistimos  a uma brutal mistificação  à escala internacional sobre o que se tem passado. Puxo a brasa à minha sardinha e entre as duas hipóteses opto pela segunda.

Esta série é dividida em duas partes. A primeira onde se fala da Síria e da mascarada ocidental sobre o assunto a começar pela política de guerra  promovida pelo   belicista que se chama Barak Obama.   Curiosamente o que se passa na Síria parece decalcado a papel químico do que se passou no Iraque  com a assinatura  de George W. Bush e o aval de Tony Blair,  José Maria Aznar e Durão Barroso com a cimeira dos Açores e não só.  Aznar, ao que disse depois a Imprensa, queria uma medalha do Congresso americano  e pagou  para isso, Blair queria importância mundial e milhões depois, o que se verificou. Durão Barroso queria ser o criado americano, o que se confirmou.

Mas  entre um tempo e outro chegamos à conclusão que Obama é afinal mais ignorante, mais simplista que Bush. Bush não teria aprendido, não havia nenhuma situação de ocupação equivalente naquela zona, mas isto não se passa com Obama. Mas Obama está a querer repetir a mesma história. Apoiado nas ditaduras da região opõe-se a Bachar e quer pois destituir um ditador, possivelmente o menos ditador da região!   Bush tinha um problema psicanalítico: Saddam tinha injuriado o seu papá! E Obama, que complexos o movem, para estar a repetir  o mesmo erro depois da lição dada pela História a George W. Bush e ao mundo? Deixo a pergunta em aberto.

 É dessa semelhanças e paralelos que nos falam estes primeiros textos

Começaremos por um texto, redigido a quente pelo bloguer de Crises.fr. relativamente ao drama de Paris. Depois publicaremos:

I ª Parte

  1. Introdução -Um texto de Olivier Berruyer do blog Les-Crises.fr

  2. Ataque químico na Síria : o relatório que incomoda – Jornal Le Point

  3. Os rebeldes sírios dizem receber mais armas para a batalha de Aleppo- um artigo com   a chancela Reuters.

  4. Porque é que os Estados Unidos terá tão silenciosamente bombardeado a rede de electricidade da Síria- um artigo de Clearing House

  5. Exploram-se as emoções acerca de Paris para culpar  Snowden e para nos distrairmos relativamente aos verdadeiros culpados que armaram o ISIS. Um texto com a chancela de Glenn Greenwalde do blog  The Intercept.

Com a segunda parte, ainda em elaboração,  interrogamos-nos sobre se é possível ver o drama e o massacre de Paris à luz dos textos anteriores e tudo nos indica que isso é possível.

Boa leitura e que no final se sintam um  pouco mais esclarecidos que eu próprio quando comecei a compilar estes textos.

 

Coimbra, 19.11.2015

Júlio Marques Mota

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