
Finalmente, já há um governo PS. Em substituição do governo PSD-CDS, chumbado pela maioria dos deputados da “nova” AR. Ao governo chumbado, a dupla PP-PC e o seu PR rotulam-no de “governo de esquerda” e, só com dizê-lo assim, perdem logo o sono. Os três já só pensam nos pauzinhos que hão-de meter na engrenagem para derrubá-lo quanto antes. Os partidos que se entenderam com o PS para formá-lo, que se cuidem, ou o tiro sai-lhes pela culatra. Que vírus político anda a matar por dentro o PR Aníbal? Depois de anos e anos a mostrar ao País e ao mundo que não sabe nada de Política Praticada, de Concertação social, nem sequer de economia e finanças que tenham em mira o bem das populações, só de números-estatísticas, o PR Aníbal está prestes a sair de cena. Da pior maneira. Tem horror a um “governo de esquerda”. Treme como varas verdes, perante o BE e o PCP. Ao BE ainda suporta, graças aos encantos de Catarina e de Mortágua. Já ao PCP, vê-o como o partido do slogan fascista a comer criancinhas ao pequeno almoço. Das criancinhas, o presidente não gosta. Só de meninos-jesus. De preferência, de ouro e prata. Na foice e no martelo, o PR Aníbal e a dupla PP-PC não vêem dois instrumentos de trabalho, respectivamente, dos operários e camponeses dos tempos da fundação do Partido. Vêem dois instrumentos de tortura, com que os comunistas do slogan fascista cortavam as cabeças das criancinhas e dos velhos, ou, em alternativa, esmagavam-nas com o martelo. Do que os três beatos cristãos católicos gostam, é da cruz, o instrumento de tortura do império romano, que, com Constantino, passou a símbolo do cristianismo dominador das mentes dos povos que conquista. Ao PR Aníbal, espera-o, agora, dourada reforma e privilégios que não têm nada a ver com as reformas de miséria dos trabalhadores. Para cúmulo, reduzidas nos últimos 4 anos pelo governo PP-PC e a Troika. Se for de esquerda, o novo governo tem de bater o pé à dívida impagável e aos juros mais do que obscenos. As pessoas, primeiro!
25 Novembro 2015
