EDITORIAL – SAUDADES DOS JORNALISTAS DE ANTIGAMENTE!

Que desculpem aqueles de agora que até são bons profissionais, mas a classelogo editorial jornalística anda a deixar muito a desejar! Jornalistas enternecidos com o facto de Passos Coelho continuar a ser deputado, depois de ter sido primeiro ministro. Para eles, isso demonstra o “carácter democrático da sua personalidade”…Para os mais cínicos (realistas?) isso tem mais a ver com a imunidade parlamentar que lhe advém do facto de ser deputado (relacionando, por exemplo que o anúncio feito pela Associação Peço a Palavra  de que iriam interpor uma queixa-crime aos responsáveis pelo processo de reprivatização da TAP.

Jornalistas a aceitarem dar notícias que imputam ao pagamento de salários a professores a razão do buraco no défice gasto durante o mês de Novembro (270 milhões) quando só o buraco do BES é de 5 mil milhões.

Jornalistas a engolirem as imposições de um outro (Mário Ramires, que também se diz jornalista, mas que o que quer é continuar a encher os bolsos, assim como os dos outros accionistas), sem se indignarem com a forma como se atropelam leis. Jornalistas que aceitam a cenoura à frente do nariz, com promessa de contracto para novo projecto editorial, se aceitarem abdicar da sua indemnização, indo na onda de quem até questiona a validade e eficácia da legislação laboral.

Jornalistas que passam na televisão (TV do Correio da Manhã) imagens dos interrogatórios do ex ministro Miguel Macedo e do ex diretor do SEF Manuel Palos, num verdadeiro atropelo das regras éticas, e com objectivos.

Ter cor política não quer dizer ser um mau jornalista. O objectivo pode ser informar ou lamber botas.

 

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