EDITORIAL – FALTA POUCO PARA CHEGAR 2016

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Embora ainda faltem algumas semanas para o fim de 2015, o curso dos acontecimentos tem sido tão forte que não conseguimos deixar de nos interrogar sobre o que virá aí. Obedecemos  assim ao hábito de no final de cada ano pensar no que se tem passado e reflectir sobre o futuro.  No que ainda falta cumprir em 2015 ainda nos vamos com certeza deparar com mais acontecimentos relevantes, que gostaríamos que fossem positivos. Mas não será prematuro dizer desde já que as vagas de refugiados e de migrantes, que vão ocorrendo em diversas partes do nosso planeta, não só no Mediterrâneo e regiões vizinhas, foram infelizmente o que mais chamou a atenção. Não é descabido escolher este fenómeno para caracterizar o ano, pelo número de pessoas de algum modo afectadas, pelos sofrimentos tão grandes, e na medida em que é sintoma incontroverso da grande instabilidade que domina na vida dos povos e países de onde os refugiados e migrantes provêm, e pelas marcas indisfarçáveis nos países e regiões para onde vão.  Em 2015, há que reconhecê-lo, começou-se definitivamente a reconhecer a sua dimensão  e a olhar de outra maneira para o sofrimento das pessoas. Como já temos referido, é incontroverso que, se realmente se pretende encará-lo com seriedade, a abordagem futura tem de ser muito mais intensa e diversificada e assentar num olhar sobre os países de origem em moldes completamente diferentes dos adoptados até agora.

Há que sublinhar que no campo puramente político as perspectivas parecem cada vez mais complicadas. A irrupção dos nacionalismos ligados à direita e extrema-direita abre caminho a uma transformação da Europa e de outras regiões e continentes em zonas de conflito, que serão facilmente presa de religiões, ideologias e outras tendências, difundidas por líderes oportunistas e de intenções duvidosas. A persistência da austeridade, componente essencial da ideologia neoliberal, será, por sua vez, o suporte de governações que se apresentam como democráticas, mas que visam sobretudo a defesa de privilégios de minorias, e conduzirão a uma marginalização cada vez maior das camadas sociais de menores recursos. O papel da comunicação social será cada vez mais complexo, impossibilitando à maioria das pessoas a obtenção de uma informação clara e exacta.

Hoje, 7 de Dezembro, faz anos Noam Chomsky. Apresentamos às 17 horas um passo de uma entrevista que deu à RTP meses atrás, em que dá a sua visão do que é o terrorismo. Indicamos também alguns links para encontrarem elementos sobre a sua vida e ideias. Recordamos ainda que em 2015 se completaram 100 anos sobre a publicação de A Metamorfose, de Kafka, e a formulação da Teoria da Relatividade, de Einstein.

Propomos que acedam a este link:

 

http://www.theguardian.com/technology/2015/dec/06/donald-trump-facebook-social-media-tv

 

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