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Venham ver e conviver, ouvir e conversar, participar e ajudar a existência por mais um ano da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. E levar prendas para as festas… O programa completo está mais abaixo. É um fim-de-semana grande na Casa da Achada, com actividades, sessões públicas e vendas. Há descontos especiais nas nossas edições, obras de arte à venda com preços simpáticos e o sorteio de um quadro para nos ajudar a restaurar um outro. O fim-de-semana inclui ainda várias sessões do ciclo «Escola para que te quero?», pois a Casa da Achada tem andado estes três meses a debater as escolas, a questionar a educação e a entender a aprendizagem de diferentes pontos de vista. A exposição ainda fica, mas merece uma visita atenta para pensar estes assuntos. Haverá também uma sessão de historietas feita por um amigo da casa (sobre escolas, precisamente) e uma sessão de canções críticas da escola. Para além de tudo isto, há uma oficina de brinquedos (para fazer) e actuações do Grupo de Teatro Comunitário e do Coro da Achada. E até se come um bolinho… |
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| // Quinta-feira, 10 de Dezembro, 18H30 – TARAS e MANIAS DAS ACADEMIAS com Cria’ctividade, Jorge Ramos do Ó e Paula Godinho Esta não é só uma sessão sobre praxes. É uma conversa sobre todo um modo de estar na universidade: as aberturas dos anos académicos, os bailes de finalistas, os trajes dos professores, o formalismo do «senhor doutor», as apresentações de teses de mestrado e doutoramento, o enaltecimento da universidade como local de elite e exigência, o obscurantismo das praxes, a hierarquização piramidal, os discursos da excelência, a organização estudantil, a relação de professores com os alunos – e dos alunos com os professores – dentro e fora das salas de aula, as canções das tunas…Numa universidade preocupada com rankings e com a internacionalização, com a publicação constante papers e relatórios, na era do mercado de cérebros e da projecção de powerpoints, que tem alterado significativamente os discursos na academia, o que fica da instituição fechada sobre si mesma? E como é que este sistema simbólico e prático, cheio de rituais e de maneiras de estar, inscrito, em parte, numa suposta tradição, se insere e contribui para uma espécie de identidade universitária de e para alguns? // Sexta-feira, 11 de Dezembro, 18H30
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// Sábado, 12 de Dezembro, 12H – VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO «ESCOLAS: REAPRENDER E ENSINAR» por Eduarda Dionísio Através de documentos e imagens inéditos, traçamos o percurso singular de dois professores que também foram alunos antes e depois do 25 de Abril. Mário Dionísio e Maria Letícia Clemente da Silva estiveram ligados ao ensino, deram aulas em vários liceus de Lisboa, e empenharam-se em tornar a escola um lugar de efectiva formação dos jovens. O que pensavam sobre educação e como punham em prática as suas ideias, muito diferentes das que, durante décadas, foram impostas a professores e alunos pelo antigo regime? Uma exposição que nos ajudará a pensar os problemas das escolas hoje. – 16H – CANTA O CORO DA ACHADA O Coro da Achada preparou uma série de canções a pensar na escola para mostrar nesta ocasião.– 17H30 – HISTORIETAS DA ESCOLA com Pitum Keil do Amaral Nas várias escolas por onde passámos – ou pelas quais andamos a passar ou ainda iremos passar – há sempre historietas curiosas e engraçadas para contar. Pitum Keil do Amaral reuniu algumas das suas peripécias e convida todos os que quiserem para virem partilhar as suas. – 19H – O GRUPO DE TEATRO DA CASA DA ACHADA apresenta «MÃOS COM INQUIETAÇÕES» Falamos e mostramos as nossas mãos como quem dá e interroga. Tudo podemos fazer e desfazer com as nossas mãos. |
// Domingo, 13 de Dezembro, 11H – AUDIÇÃO DA GRAVAÇÃO DE «A LUTA CONTINUA, DIZEM ELES» leitura por Antonino Solmer Audição do conto de Mário Dionísio, inserido no livro A morte é para os outros.– 15H30 – OFICINA DE FAZER BRINQUEDOS com Eupremio Scarpa Uma tarde a fazer brinquedos a partir do que pensamos que já não presta. Para todos, a partir dos 6 anos. – 18H – UM POEMA DO SONHO Começando por uma questão e a terminar com outra, é, acima de tudo, um problematizar de divagações. Não é nada pegadógico, mas voa sobre as formas como se aprende e se memoriza a informação e o conhecimento, sobre graus de ignorância e sobre os cinco sentidos e a vontade de conversar. Sem caras, vozes ou histórias de vida mas a exalar cheiro humano até na banda sonora. – 19H30 – SORTEIO DE UMA OBRA DE ARTE
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