CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – JÁ NÃO HÁ PAPEL

10 a 13 de Dezembro de 2015

Venham ver e conviver, ouvir e conversar, participar e ajudar a existência por mais um ano da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. E levar prendas para as festas… O programa completo está mais abaixo.

É um fim-de-semana grande na Casa da Achada, com actividades, sessões públicas e vendas. Há descontos especiais nas nossas edições, obras de arte à venda com preços simpáticos e o sorteio de um quadro para nos ajudar a restaurar um outro.

O fim-de-semana inclui ainda várias sessões do ciclo «Escola para que te quero?», pois a Casa da Achada tem andado estes três meses a debater as escolas, a questionar a educação e a entender a aprendizagem de diferentes pontos de vista. A exposição ainda fica, mas merece uma visita atenta para pensar estes assuntos. Haverá também uma sessão de historietas feita por um amigo da casa (sobre escolas, precisamente) e uma sessão de canções críticas da escola.

Para além de tudo isto, há uma oficina de brinquedos (para fazer) e actuações do Grupo de Teatro Comunitário e do Coro da Achada. E até se come um bolinho…
Aparece e traz um amigo!

// Quinta-feira, 10 de Dezembro, 18H30
– TARAS e MANIAS DAS ACADEMIAS

com Cria’ctividade, Jorge Ramos do Ó e Paula Godinho
Esta não é só uma sessão sobre praxes. É uma conversa sobre todo um modo de estar na universidade: as aberturas dos anos académicos, os bailes de finalistas, os trajes dos professores, o formalismo do «senhor doutor», as apresentações de teses de mestrado e doutoramento, o enaltecimento da universidade como local de elite e exigência, o obscurantismo das praxes, a hierarquização piramidal, os discursos da excelência, a organização estudantil, a relação de professores com os alunos – e dos alunos com os professores – dentro e fora das salas de aula, as canções das tunas…Numa universidade preocupada com rankings e com a internacionalização, com a publicação constante papers e relatórios, na era do mercado de cérebros e da projecção de powerpoints, que tem alterado significativamente os discursos na academia, o que fica da instituição fechada sobre si mesma? E como é que este sistema simbólico e prático, cheio de rituais e de maneiras de estar, inscrito, em parte, numa suposta tradição, se insere e contribui para uma espécie de identidade universitária de e para alguns?

// Sexta-feira, 11 de Dezembro, 18H30
– CANÇÕES COM ESCOLAS LÁ DENTRO
com Pedro Rodrigues, Toni e Youri Paiva
A escola é um tema muito explorado na música popular. Existem inúmeras canções críticas da escola, contra o autoritarismo dos professores ou os muros da escola. Noutras imagina-se uma escola diferente, outra aprendizagem, noutra sociedade. Pedro Rodrigues, Toni e Youri Paiva andaram a pensar no assunto e vão falar-nos sobre (e dar-nos a ouvir) algumas canções com escolas lá dentro.

 

// Sábado, 12 de Dezembro, 12H
– VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
«ESCOLAS: REAPRENDER E ENSINAR»
por Eduarda Dionísio
Através de documentos e imagens inéditos, traçamos o percurso singular de dois professores que também foram alunos antes e depois do 25 de Abril. Mário Dionísio e Maria Letícia Clemente da Silva estiveram ligados ao ensino, deram aulas em vários liceus de Lisboa, e empenharam-se em tornar a escola um lugar de efectiva formação dos jovens. O que pensavam sobre educação e como punham em prática as suas ideias, muito diferentes das que, durante décadas, foram impostas a professores e alunos pelo antigo regime? Uma exposição que nos ajudará a pensar os problemas das escolas hoje.

– 16H – CANTA O CORO DA ACHADA
O Coro da Achada preparou uma série de canções a pensar na escola para mostrar nesta ocasião.– 17H30 – HISTORIETAS DA ESCOLA
com Pitum Keil do Amaral

Nas várias escolas por onde passámos – ou pelas quais andamos a passar ou ainda iremos passar – há sempre historietas curiosas e engraçadas para contar. Pitum Keil do Amaral reuniu algumas das suas peripécias e convida todos os que quiserem para virem partilhar as suas.

– 19H – O GRUPO DE TEATRO DA CASA DA ACHADA apresenta «MÃOS COM INQUIETAÇÕES»
«Mãos com Inquietações» é um espectáculo colectivo criado a partir de dois poemas de Mário Dionísio («Pior que não cantar» e «Solidariedade»), do texto («Mãos cheias») de Conceição Lopes, de um excerto do texto A Mãe da Comuna Teatro de Pesquisa, de 1977 (a partir de Bertolt Brecht), e algumas inquietações e outras ideias à volta das mãos (e dos pés), passando e sendo contagiados também pelo poema de Regina Guimarães («Mãos vazias às Mãos cheias») e pelo poema de José Frade («Poder»), sendo tudo pautado pela música do Balanescu Quartet com uma pequena intervenção pelo meio de Arvo Pärt.

Falamos e mostramos as nossas mãos como quem dá e interroga. Tudo podemos fazer e desfazer com as nossas mãos.

// Domingo, 13 de Dezembro, 11H
– AUDIÇÃO DA GRAVAÇÃO DE
«A LUTA CONTINUA, DIZEM ELES»
leitura por Antonino Solmer

Audição do conto de Mário Dionísio, inserido no livro A morte é para os outros.– 15H30 – OFICINA DE FAZER BRINQUEDOS
com Eupremio Scarpa

Uma tarde a fazer brinquedos a partir do que pensamos que já não presta. Para todos, a partir dos 6 anos.

– 18H – UM POEMA DO SONHO
O primeiro dos «Dois poemas do sonho» de Mário Dionísio foi a inspiração para a construção de uma pequena BD. A partir dela, nasceu uma espécie de animação, a que chamámos «Um poema do sonho».

Começando por uma questão e a terminar com outra, é, acima de tudo, um problematizar de divagações. Não é nada pegadógico, mas voa sobre as formas como se aprende e se memoriza a informação e o conhecimento, sobre graus de ignorância e sobre os cinco sentidos e a vontade de conversar. Sem caras, vozes ou histórias de vida mas a exalar cheiro humano até na banda sonora.

– 19H30 – SORTEIO DE UMA OBRA DE ARTE
Durante estes dias, vamos vender senhas para o sorteio de uma serigrafia de Hansi Stäel. O sorteio é no domingo.

 

NO NOSSO HORÁRIO DE ABERTURA:
2ª, 5ª e 6ª feiras, das 15h às 20h
sábados e domingos, das 11h às 18h

  • EXPOSIÇÃO «ESCOLAS: REAPRENDER E ENSINAR»
    Através de documentos e imagens inéditos, traçamos o percurso singular de dois professores que também foram alunos antes e depois do 25 de Abril. Mário Dionísio e Maria Letícia Clemente da Silva estiveram ligados ao ensino, deram aulas em vários liceus de Lisboa, e empenharam-se em tornar a escola um lugar de efectiva formação dos jovens. O que pensavam sobre educação e como punham em prática as suas ideias, muito diferentes das que, durante décadas, foram impostas a professores e alunos pelo antigo regime? Uma exposição que nos ajudará a pensar os problemas das escolas hoje.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
    Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Podem visitar e ler livros no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata, e no Espaço AmbiJovem, no Largo dos Trigueiros.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA:

Escolas - I

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