No ano que assinala o 70º aniversário das Nações Unidas, o seu Secretário-Geral procura a inspiração na história do movimento moderno dos direitos humanos, que emergiu da Segunda Guerra Mundial.
Fazendo a ponte para o que , nos EUA, Franklin D. Roosevelt, identificara como quatro liberdades básicas ( direitos inatos de todas as pessoas: liberdade de expressão, liberdade de culto, liberdade de viver sem carências e a liberdade de viver sem medo), reflecte sobre a situação actual em que vivemos.
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Primeiro: A liberdade de expressão, continua a ser negada a milhões de pessoas e que está cada vez mais sob ameaça.
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Segundo: A liberdade religiosa, quando em todo o mundo, terroristas usam a religião, traindo o espírito desta, para matar em seu nome.
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Terceiro: A liberdade de viver sem carências que ainda assola uma grande parte da Humanidade.
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Quarto: A liberdade de viver sem medo. Quando milhões de refugiados e pessoas internamente deslocadas são o produto trágico da falha em cumprir esta liberdade
Por cá, o Prémio Direitos Humanos 2015 (que decorre da Resolução da Assembleia da República n.º 69/98 e que institui este prémio destinado a reconhecer e distinguir o alto mérito da actividade de organizações não governamentais ou do original de trabalho literário, histórico, científico, jornalístico, televisivo ou radiofónico) foi atribuído à Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, “pela resposta que, em tempo real, ofereceu, logo no início da actual crise dos refugiados, aos jovens sírios”, e à Associação dos Deficientes das Forças Armadas, “pelo seu papel notável de 41 anos de apoio aos ex-combatentes vítimas da guerra colonial”.
A escolha foi feita por um Jurí constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias., constituído por Bacelar de Vasconcelos e Filipe Neto Brandão (PS), José Matos Correia (PSD), Telmo Correia (CDS), António Filipe (PCP), José Luís ferreira (PEV) e Sandra Cunha (BE).
Fica a pergunta: para quê?

