SOBRE A LITERATURA DE CABO VERDE/3 – textos e escolhas de Carlos Loures

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Neste espaço diariamente dedicado a Cabo Verde que, nesta série consagrada à literatura que por aquelas ilhas se escreve, começo por homenagear Manuel Ferreira que a Cabo Verde dedicou a parte mais visível da sua obra. A ele devo o interesse que o País, as gentes, a arte e, sobretudo, a literatura em mim despertou.

 

MANUEL FERREIRA – UM ESCRITOR PORTUGUÊS, UM GRANDE AMIGO DE CABO VERDE – por Carlos Loures

Foto - II

Manuel Ferreira, nasceu em 1917, em Gândara dos Olivais, Leiria, e faleceu em 1994, em Lisboa; licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas. Mobilizado como expedicionário para Cabo Verde, em 1941, aí permaneceu seis anos, tendo convivido com os grupos das revistas Claridade e Certeza, fazendo ainda parte da sua vivência ultramarina estadas na Índia, Angola e Guiné. Como docente e estudioso da literatura africana, publicou numerosos estudos; fundou e dirigiu a revista África e as edições ALAC e criou, na Faculdade de Letras de Lisboa, a cadeira de Literatura Africana em Língua Portuguesa.

Colaborador de muitas revistas portuguesas e estrangeiras, organizou as antologias No Reino de Caliban (3 volumes., 1975, 76, 96) e 50 Poetas Africanos. Antologia Selectiva (1989). A sua obra como ficcionista está traduzida em várias línguas. Foram-lhe outorgados os prémios Fernão Mendes Pinto, em 1958, por Morabeza; Ricardo Malheiros, em 1962, por Hora di Bai, e o Prémio da Imprensa Cultural por A Aventura Crioula, em 1967. Escritor neo-realista, a sua obra reflecte com rigor crítico a realidade de Cabo Verde.Uma parte importante da sua obra é dedicada ao arquipélago a que devotou um grande amor.Obra principal: Grei, (1944); Morna, ( 1948); Morabeza, (1958); Hora di Bai, (1962); Voz de Prisão, (1971); Terra Trazida, (1972); A Aventura Crioula (1967); Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (1977); Que Futuro para a Língua Portuguesa em África?

Amanhã:

MANUEL FERREIRA DISSERTA SOBRE BALTASAR LOPES

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