Por razões diferentes duas das nossas cidades foram reconhecidas pela Unesco.
A primeira, Óbidos, como “vila literária”. A segunda, Idanha-a-Nova como “vila da música”. A Unesco, através da “Criative Cities Network”pretende distinguir cidades com o objetivo promover o desenvolvimento social, económico e cultural, tendo como base as indústrias criativas. Merecido?
Vejamos:
Em Óbidos, já vemos assistido a uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida pelo município há já vários anos, com a colaboração de José Pinho, da livraria LerDevagar que lá instalou várias das suas livrarias. Lembramos o recente festival Folio (entre os dias 15 e 26 de Outubro) que aí ocorreu com grande êxito.
Óbidos ficará na lista da UNESCO ao lado de Barcelona (Espanha), Edimburgo (Escócia), Melbourne (Austrália), Iowa City (Estados Unidos da América), Dublin (Irlanda) Reiquejavique (Islândia), Norwich (Inglaterra), Cracóvia (Polónia), Heidelberg (Alemanha), Dunedin (Nova Zelândia), Granada (Espanha) e Praga (República Checa).
Idanha-a-Nova só em Julho se candidatou, à boleia do festival “Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas”, que ontem aí terminou. A candidatura teve o apoio da Associação Portuguesa de Educação Musical, do Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual.
Até hoje, no total, a UNESCO classificou 47 cidades de 33 países como membros da rede de cidades criativas nas áreas de gastronomia, cinema, design, artesanato, literatura, música, arte multimédia e arte popular.