No domingo as várias nações vizinhas vão votar para as legislativas. Em baixo, no link em primeiro lugar, podem aceder a um resumo das sondagens feitas por várias agências. Não vamos aqui voltar ao tema da importância de que estas eleições se revestem para Portugal. Essa importância é manifesta para quem conhece minimamente a nossa história e a do reino vizinho. Mas estas eleições também têm importância para a Europa em geral, pelos reflexos que os seus resultados poderão ter para o futuro da União Europeia.
Os analistas, comentadores, etc. a partir dos resultados das sondagens, e de outros indícios, põem a tónica numa previsão do fim do bipartidarismo. As intenções de voto no PP e no PSOE, os dois grandes partidos tradicionais, têm baixado significativamente, e os dois em conjunto não atingirão os 50%. Nota-se entretanto que as previsões de voto no PP superam as que respeitam aos socialistas. Duas forças novas, o PODEMOS e CIUDADANOs parecem querer impor-se, deixando para trás a Izquierda Unida, Unión Progreso y Democracía e os partidos autonómicos. Uma hipótese plausível, tendo em conta as orientações das novas forças, será a da formação de dois blocos, um à direita, o outro à esquerda, mantendo-se no parlamento uma clivagem semelhante à actual. Mas só os resultados finais valem, nunca é demais insistir. As sondagens sofrem frequentemente grandes desmentidos, como a experiência tem mostrado.
Um aspecto importante é o das autonomias. Qual o peso que terão no resultado final as diferentes posições quanto a este assunto tão decisivo? Parece que a recuperação de PODEMOS nas intenções de voto terá a ver com ele. CIUDADANOs, por seu lado, assume-se como defensor da monarquia e contra os nacionalismos.