Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
A Europa de amanhã – Potência dominante ou continente dominado
Bernard Plouvier, EUROPE DE DEMAIN -Puissance dominante ou continent dominé
Revista Metamag, 3 de Dezembro de 2015
As grandes civilizações europeias da Antiguidade, a grega e a romana, foram masculinas nos seus valores, por conseguinte fortes, conquistadoras, inovadoras, pelo menos até à sua catástrofe final, induzida muito menos por causas extrínsecas (peso do Estado, epidemias, modificações climáticas) do que pelo efeito de apatia dos seus chefes, das elites e do povo.
Igualmente masculinas nos seus valores e apoiando-se sobre a herança do século XVIII, singularmente sobre os projectos de reforma dos notáveis administradores da monarquia dos Capetos nos seus últimos fogachos, o I Império francês edificou a superestrutura dos Estados francês, belga, italiano durante um século e meio, até à negação dos anos 1968-80.
A nossa sociedade mundialista, aparecida nos anos 1980, é fêmea, por conseguinte branda, permissiva, dedicada ao hedonismo, aos compromissos, à fraqueza. A mulher, sobretudo se for bonita, corre sempre o risco de se sentir ameaçada de violação.
A Europa é bela. É (ainda) rica, devido ao trabalho incessante de gerações de autóctones, que lhe deram forma nos três últimos milénios. Tornou-se o alvo de invasores viris, brutais, racistas e quase incultos em grande parte, além disso cheios de uma místico de ódio para com “os infieis”, o Islão tal como é praticado pelos seus fanáticos e o fanatismo é extremamente contagioso: as experiências políticas europeias, asiáticas e latino-americanas, desde 1789, demonstram-no abundantemente.
No país dos capões e das fêmeas, mesmo os homens mais medíocres acabam por triunfar. Deixarem-se suavemente embalar pela propaganda à água de rosas dos propagandistas ao serviço dos verdadeiros mestres – alguns milhares de líderes da economia global que confiscaram o conjunto dos poderes em seu proveito próprio – só pode conduzir à dependência mais abjecta ou à dhimmitude (ou seja a posição de não-cidadãos, humilhados e sobrecarregados de e impostos, nos países da Charî’a).
Em diversos países europeus, existe uma lei que separa o Estado das confissões religiosas. Em França, a lei de Julho-Dezembro de 1905 é diariamente escarnecida pelos fanáticos do Islão, com a cumplicidade activa ou passiva de eleitos, pouco preocupados com os interesses do povo, mas extremamente preocupados com a sua reeleição, dependendo essencialmente dos donativos dos seus patrocinadores, senhores do poder económico, e do voto de eleitores cuja maioria é composta naturalmente de indivíduos mediocremente dotados, como o demonstram-no os estudos estatísticos sobre o quociente intelectual médio de todas as populações do planeta. Quanto mais um eleitor se sente frustrado, mais acessível se torna à mais baixa das demagogias. Quanto vale o respeito pela República e pelas suas leis, face à carreira dos nossos maravilhosos e incorruptíveis eleitos?
O respeito pelas leis e pela sua estrita aplicação distinguem a sociedade masculinizada da do laxismo feminino, na qual se consegue extremamente bem adaptar aos arranjos e aos conluios. Por essência, o parlamentarismo é fêmea e extremamente mal adaptado às situações de perigo iminente que ameaçam as populações autóctones.
A insegurança, ligada à ditadura de grupos de irresponsáveis ou de violentos perturbadores da ordem pública, faz desejar aos honestos cidadãos maltratados o acesso temporário ao Poder de um ditador eficaz, dedicado ao bem público e garante do regresso à ordem. Nos casos de perigo extremo, as liberdades individuais vêm depois da segurança das famílias e dos bens.
As sociedades actuais da Europa ocidental, central e danubiana estão em estado de recessão económica, pelo efeito de uma desindustrialização massiva muito estúpida, e ao mesmo tempo são submetidas à invasão de fanáticos e de sociopatas ultraviolentos. Compreende-se que a situação seja explosiva. Um regime de salvação pública é o único recurso de um povo agredido, ameaçado de escravidão, ou mesmo de extinção pelo efeito conjugado da baixa natalidade autóctona e de uma invasão por multidões procedentes dos outros continentes, sem competências específicas, mas ávidos de bens facilmente adquiridos e de mentalidade racista e sectária: multidões de conquistadores machos.
Um poder populista, por definição ligado ao bem-estar a médio e longo prazo da nação, é o único meio para fazer triunfar o que deve tornar-se o ideal dos autóctones da Europa no século XXI: a sua fusão num Império europeu. Em reacção à ditadura de poder económico, é necessário regressar “à política”, na sua ética, ou seja regressar a um modo de governo que vise promover e reforçar o Bem comum das nações que constituem a raça europeia.
Neste primeiro meio século da era mundialista, o Europeu é ameaçado de uma dupla regressão intelectual e moral: o hedonismo consumista e o Islão. Sem qualquer dívida, o Europeu pode e deve escolher outra coisa que não Wall Street ou Meca. Neste caso deve optar por uma solução melhor adaptada ao génio da sua raça e das suas potencialidades. Uma sã reflexão impõe-se quanto aos fundamentos da Ética e da sua aplicação aos Estados do continente.
A Europa não nasceu muito exactamente “quando o Império romano se desmoronou” (é uma frase do medievalista Marc Bloch), tal como não nasceu em nenhum momento da Idade Média. Não nasceu do Tratado de Roma (1957), e ainda muito menos do de Maastricht (1993), revisto em Lisboa em 2009. A Europa, a verdadeira, procedente da união das nações que formam a raça europeia e povoam o continente desde a aurora dos tempos históricos, ainda não nasceu.
A Europa está por fazer. É aos Europeus de cepa, e apenas a estes, que incumbe esta formidável criação.
Prevejo uma idade trágica: a arte suprema da afirmação da vida
Friedrich Nietzsche, Ecce Homo
Bernard Plouvier, EUROPE DE DEMAIN – Puissance dominante ou continent dominé?, Revista Metamag, 3 de Dezembro de 2015. Texto disponível em : http://www.metamag.fr/metamag-3406-L-EUROPE-DE-DEMAIN.html


