Homens sensíveis

O humanista argentino Hector P. Agostí, conta (salvo erro em Defensa del realismo) como Lenine, o grande Lenine, se comovia até às lágrimas ao escutar algumas árias operáticas. La traviata, de Giuseppe Verdi, comovia-o particularmente e, na escuridão do seu camarote no Teatro Bolshoi, chorava ao escutar as árias mais dramáticas da ópera. E sabemos como ele era capaz de tomar decisões difíceis e de ter mão firme na condução dos assuntos da jovem União Soviética. Um homem corajoso tem o direito de se emocionar, de se comover, de chorar.

O amigo Adão Cruz acaba de nos enviar esta foto, um espécie de colagem onde com imagens dos bombardeamentos à Síria se vê em segundo plano o presidente Obama sorridente e apertando a mão a Netanyahu – a lO amigo Adão Cruz acaba de nos enviar esta foto, um espécie de colagem onde com imagens dos bombardeamentos à Síria se vê em segundo plano o presidente Obama sorridente e apertando a mão a Netanyahu – a legenda diz cruamente Assassinos.

Vejamos agora este vídeo de Barack Obama, chorando num concerto de Aretha Franklin.

Não apreciamos particularmente as especulações demagógicas e, por princípio, não publicaríamos uma imagem que nos diz algo que estamos fartos de saber -que os países que estes dois homens sorridentes dirigem são dois focos infecciosos da grave situação que o mundo atravessa – Netanyahu, presidente de um país, artificial e uqe existe para facilitar os negócios que o império americano mantém na região -o presidente do Estado de Israel é um criminoso abominável. Barack Obama em que se depositava tantas esperanças – um presidente negro! – prova que um negro pode ser um bandalho tão grande como um branco que a honradez, a maldade, a generosidade e a ignomínia nada têm s ver com a cor da pele (ou com o sexo, como prova Angela Merkel).  Mas, de facto, o You comove mais do que os corpos das crianças assassinadas para manter o negócio… E Obama é um homem sensível.

 

 

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