A invasão do Iraque de 2003, decidida por George Bush Jr e acolitada por Tony Blair foi um monumental embuste baseado em informações falsas por eles criadas e difundidas. A invasão do Iraque tinha por única finalidade iniciar uma operação de desestabilização do Médio Oriente para garantir o controlo da produção e do preço do petróleo, para assegurar o domínio dos peões locais dos Estados Unidos na região, a Arábia Saudita e Israel e para cercar a Rússia.
Eram falsas todas as justificações dadas por Bush e Blair sobre armas nucleares na posse do Iraque, como atestavam os observadores internacionais. Dois portugueses “viram” essas provas: Durão Barroso e Paulo Portas. Um era primeiro-ministro e o outro ministro da defesa. Apesar de só três países terem acompanhado os EUA (Reino Unido, Austrália e Polónia) na coligação militar, Durão Barroso e Paulo Portas pretenderam incluir Portugal nessa aventura, que foi o início da desastrosa situação que hoje vivemos.
Valeu o senso, a ponderação, o sentido de Estado, a cultura democrática do presidente da República, Jorge Sampaio, que negou essa utilização ignominiosa das Forças Armadas Portuguesas, invocando a qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas. Barroso e Portas nada mais puderam fazer como ato de sabujice do que enviarem uma unidade da Guarda Nacional Republicana. Fizeram passar aquela força pela vergonha de se ver ridicularizada pelo secretário da Defesa dos EUA Donald Rumsfeld, amigo de Portas e seu condecorador, que a comparou à Guarda Republicana de Saddam Hussein! Barroso seria premiado por Blair com o lugar na Comissão Europeia.
Barroso e Portas, os sabujos que deram cobertura ao acto que está na origem da crise que hoje vivemos, com o apoio dos seus partidos, o PSD e o CDS, são hoje apoiantes de Marcelo Rebelo de Sousa.
Jorge Sampaio, o presidente que invocou a sua qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas para as manter fora do “golpe” de Bush e Blair, que estamos a pagar, é apoiante de Sampaio da Nóvoa.