DEFICIENTES MENTAIS ADULTOS – QUEM OS APOIARÁ QUANDO OS PAIS JÁ O NÃO PODEREM FAZER ? por clara Castilho

Este é um problema que, como família, conheço bem.Temos conseguido resolver, mas não com os apoios do Estado… Sentindo-me uma privilegiada, consigo imaginar as angústias de outras famílias.

Estima-se que 1 a 1,5 % da população Europeia sofre de deficiência mental. É uma população carente, silenciosa e descriminada. A família muitas vezes também ela descriminada, sofre uma saturação e desgaste prematuro que a leva a desagregar-se ou a acomodar-se a situações precárias de exclusão social e de infortúnio.

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A CEDEMA – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Mentais Adultos, é uma Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS), sem fins lucrativos, com sede em Lisboa, fundada em 1982, por um grupo de pais que ao verem-se envelhecer sem respostas para os seus filhos deficientes, se uniram e formaram esta associação com o objectivo de criarem um Lar, o que veio a acontecer em 1994.

Posteriormente, por solicitação de outras famílias associadas, foram os estatutos alterados, permitindo uma acção mais abrangente com a criação de novos equipamento e serviços.Pode assinalar-se, entre outros, o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO), o Apoio Domiciliário, a   Unidade Residencial – Lar “Vida Viva”, as  Colónias de Férias.

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Tem como missão o atendimento, o alojamento, a reabilitação o bem-estar, a felicidade e a inclusão social da pessoa adulta portadora de deficiência mental, desenvolvendo e promovendo as suas capacidades, assim como o apoio às suas famílias em todas as suas formas e vertentes.

Tem como valores a salvaguarda da dignidade da pessoa portadora de deficiência mental e a sua protecção, assim como a divulgação desta problemática, lutando pela igualdade de oportunidades e direitos, com vista a uma plena inclusão social.
Neste momento, esta instituição vê-se a braços com o facto de só conseguir  responder a 10% das inscrições que têm.

Os pais de deficientes mentais adultos confessam viver atormentados com o dia em que deixarão de poder ajudar os filhos, porque sabem que não existem lares suficientes no país para acolher todos os que precisam de cuidados especiais e permanentes.

As soluções passam muitas vezes por os colocar em lares de idosos, que não têm uma estrutura adequada para os acolher, ou por ficarem em casa fechados à chave.

Não vamos olhar para esta realidade? São cidadãos com os mesmos direitos que todos nós. Mas são cidadãos que não podemos esquecer!

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