As razões do desenlace do episódio da venda do BANIF ao Santander vêm bastante bem documentadas no Expresso (ver primeiro link abaixo). As reacções a este triste episódio são, na sua maioria, foram e são de aceitação e conformismo. Há mesmo quem afirme que protestos e tentativas de arranjar alternativas só viriam complicar ainda mais a situação. Essa maneira de pensar não nos ajudará de modo nenhum, é evidente. Facilitar a vida a quem nos prejudica leva invariavelmente a que os responsáveis pelo agravo pensem em agravar ainda mais os agravos cometidos. E há muito que se sabe que as instituições europeias estão pouco (ou nada) preocupadas com a vontade e com os interesses dos cidadãos europeus. Das suas imposições resultam constantemente prejuízos para estes. Os poucos protestos que vêm à luz do dia têm pouca ou nenhuma visibilidade numa comunicação social mais preocupada com o arquivamento da queixa contra os vouchers do Benfica do que com os efeitos resultantes dos abusos de quem manda na Europa.
Dirão alguns, com bastante razão, que esta situação era previsível. Num país asfixiado por tantos séculos de obediência a poderes pouco escrupulosos, a entrada para a União Europeia, doze anos depois do 25 de Abril de 1974, foi vista como um raio do sol (perdoem a imagem fácil) numa casa fria. Os maus resultados, sem dúvida que muito agravados pelo oportunismo cultivado por muitos responsáveis e seus apaniguados, a vários níveis, são actualmente de reversão muito difícil. Mas o prosseguimento desta concentração de poderes em Bruxelas e Berlim, consentida (melhor dito, encorajada) por Washington, implicará inevitavelmente o agravamento da degradação das continuações de vida dos portugueses. Não é de modo nenhum exagero ou profecia distópica levantar a dúvida de se não vai mesmo pôr em causa a existência do nosso país.
Propomos que acedam aos links seguintes:
http://expresso.sapo.pt/economia/2016-01-22-Bruxelas-ordenou-venda-do-Banif-ao-Santander
http://www.esquerda.net/opiniao/cumpra-se-e-uma-ordem-europeia/40926

