A CONFIRMAÇÃO DO QUE SABÍAMOS: É PRECISO DAR ÀS CRIANÇAS, ATÉ À IDADE DE DOIS ANOS TODO O AFECTO POSSÍVEL por clara castilho

Conferência Internacional “Love Synapses – building Strong Children, Families and Communities”, que decorreu na Fundação Gulbenkian nos disas 26 e 27 de Janeiro, organizada pela Fundação Brazelton/Gomes-Pedro, reuniu especialistas nacionais e internacionais em torno das mais actuais perspectivas sobre o desenvolvimento da criança, passando pelas neurociências, ciências do comportamento e afirmando, neste âmbito, a relevância da relação/interação/vinculação família-bebé/criança.

Com base numa sólida fundamentação científica, hoje sabemos a importância de apoiarmos as famílias nos períodos sensíveis/Touchpoints que caracterizam os primeiros anos de vida, no sentido de favorecer a parentalidade, que, por sua vez, tem uma influência fundamental no desenvolvimento da criança.

A investigação torna cada vez claro que o investimento bem dirigido nestes anos pode ter efeitos muito substanciais e sustentadas no bem-estar das crianças de hoje, nas suas vidas amanhã, e a longo prazo, no bem-estar das comunidades e sociedades como um todo. Para a criança é decisivo o modo como lhe dão o que ela espera.

GLOBAL_STUDY_OF_VIOLENCE_AGAINST_CHILDREN__april__2008_ISPA[1]

Charles Nelson, professor de pediatria na Universidade de Harvard, durante anos estudou o desenvolvimento do cérebro de crianças sujeitas a condições extremas, como o abandono e os maus tratos. Na sua conferência partilhou as   conclusões dos seus estudos de 15 anos, na Roménia, no Bangladesh, no Brasil. Conclui que funcionalmente, serão crianças com um QI entre os 60 e os 70 e que irão ter problemas em termos de elevadas funções cognitivas.

Manifestando-se contra a institucionalização de crianças, preconiza a existência de famílias de acolhimento devidamente supervisionadas.

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