CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – CONCEPTUALISMO: ANTECEDENTES, RAZÕES E CONSEQUÊNCIAS COM SÍLVIA CHICÓ – OFICINA DE RETRATO: FOTOGRAFIA – «UM PRATO COM MAÇÃS OU A VIRGINDADE DO MUNDO» – CINEMA COM ‘LA CHIENNE’

6 a 8 de Fevereiro de 2016

Um vastíssimo número de obras de arte que surgiram em cerca de meados do século XX, mudaram o modus operandi de inúmeros artistas. Genericamente, poderá dizer-se que se substituiu a mão pela mente. O pensar tornou-se arte. Assim, paulatinamente, essa noção foi conquistando um grande número de adeptos. Diferente de uma atitude estridente e proclamatória das vanguardas do início do século XX, este movimento instalou-se definitivamente nos processos criativos actuais. Processos que tendem para a multidisciplinaridade, englobando diversos media. Se podemos considerar Picasso na origem da grande revolução na linguagem da pintura e da escultura, devemos, como muitos artistas o fazem, reconhecer em Marcel Duchamp a origem do que mais tarde passará a designar-se por Conceptualismo.

Esta é a segunda sessão de um ciclo de quatro conferências organizado por Sílvia Chicó. Seguem-se:
O porquê da recuperação dos temas eternos da arte: Paisagem, Retrato e Natureza Morta – sábado, 27 de Fevereiro, 16h;
Arte e actualidade: Procura de raízes culturais – sábado, 12 de Março, 16h.

Durante o mês de Fevereiro, vamos abordar o retrato de maneiras muito diferentes. A começar com a fotografia e acabando com textos, passando pela foto-novela e pela modelagem.

«Como os retratos se alteram! Como eles se complicam! Como eles mudam e nos mudam! Como eles vão perdendo ou recuperando a nitidez do perfil, o rigor anatómico, o respeito pelas aparências! Se no Marat, de David, o zelo da verdade objectiva é evidente, na Grande Odalisca de Ingres, toda a gente se apressa a apontar algumas vértebras a mais. Na Condessa d’Haussonville ou no Banho Turco, feito no entanto aos oitenta anos, uma sensualidade manifesta ri-se de toda a anatomia. Ingres arredonda, insiste, sublinha o objecto do seu prazer. Nas tantas cabeças da mulher de Cézanne, cada uma mais sugestiva que as outras todas, é o jogo dos planos geométricos que conta. Matisse dispensa os olhos, o nariz e a boca da Jovem Inglesa para nos dar toda a sua adolescente graciosidade. O público procura com dificuldade os contornos do corpo de Vollard no célebre retrato de Picasso e verifica, atónito, a distorção do rosto de Jaime Sabartès. Depois, é a cabeça de Ana D. que se esfuma na arquitectura brandamente colorida de Villon. E, numa patética composição de Hartung, onde não há naturalmente a menor alusão à configuração física dum homem, estou certo que é ainda de retrato que se trata.» Mário Dionísio

// 7 de Fevereiro
Fotografia com Youri Paiva

// 14 de Fevereiro
Foto-novela com F. Pedro Oliveira

// 21 de Fevereiro
Retrato moldado com Susana Baeta

// 28 de Fevereiro
Textos com Regina Guimarães

Para todos a partir dos 6 anos. Máximo de participantes: 10.

Ao fim da tarde, pelas 18h30, continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos na 3ª parte, «Os primeiros pintores malditos». Quem lê o 3º capítulo, «Um prato com maçãs ou a virgindade do mundo», é Zuleide de Medeiros Martins.

Mais tarde, às 21h30, inserido no ciclo «Rupturas no cinema», projectamos o filme La chienne (1931, 91’) de Jean Renoir, apresentado por Francisco Frazão.

«O que a arte moderna nos mostra na sua acidentada evolução é o desaparecimento do assunto ou apenas uma deslocação, aliás profunda, do conceito de assunto? É verdade que a arte dos últimos oitenta anos deixou progressivamente de narrar. Mas terá ela deixado de dizer? Haverá arte que não diga?». Mário Dionísio, na conferência Conflito e unidade da arte contemporânea, falava das artes plásticas. E no cinema? Também foi esse o caminho?

Propomos, para estes três meses, um percurso pela história do cinema (bastante mais curta que a da pintura ou da escultura) que tenta mostrar filmes que representam rupturas, avanços ou mudanças, sejam técnicas ou estéticas. Não seria possível pretender ser exaustivo num tema destes. Por um lado, o cinema evoluiu de forma célere ao sabor dos avanços da técnica, mas também e muito das mudanças nas sociedades, nas políticas, nas vidas.

NO NOSSO HORÁRIO DE ABERTURA:
2ª, 5ª e 6ª feiras, das 15h às 20h
sábados e domingos, das 11h às 18h

  • EXPOSIÇÃO «ESCOLAS: REAPRENDER E ENSINAR»
    Através de documentos e imagens inéditos, traçamos o percurso singular de dois professores que também foram alunos antes e depois do 25 de Abril. Mário Dionísio e Maria Letícia Clemente da Silva estiveram ligados ao ensino, deram aulas em vários liceus de Lisboa, e empenharam-se em tornar a escola um lugar de efectiva formação dos jovens. O que pensavam sobre educação e como punham em prática as suas ideias, muito diferentes das que, durante décadas, foram impostas a professores e alunos pelo antigo regime? Uma exposição que nos ajudará a pensar os problemas das escolas hoje.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
    Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Podem visitar e ler livros no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata, e no Espaço AmbiJovem, no Largo dos Trigueiros.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contactos

 

Morada Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, 11, R/C
1100 – 004 Lisboa (ver localização)
Telefone 218 877 090
E-mail Casa da Achada
casadaachada@centromariodionisio.org
E-mail Livraria
livraria@centromariodionisio.org
E-mail Distribuição de Edições
livros@centromariodionisio.org
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Equipa de Comunicação Web

 

E-mail André Spencer e F. Pedro Oliveira

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