SERÁ QUE O ESTUDO DA LITERATURA PORTUGUESA VAI MESMO DEIXAR DE SER OBRIGATÓRIO NO BRASIL? por Clara Castilho

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O Ministério da Educação do Brasil (MEC) eliminou a obrigatoriedade do estudo da literatura portuguesa na nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que está até Março em discussão e deve ser posta em prática em Junho. A proposta exclui Camões, Eça, Pessoa e outros clássicos.

Corre a seguinte petição e local de assinatura, que divulgamos.

“Pelo Estudo da Literatura Portuguesa no Ensino Brasileiro

Para: Exmº Sr. Dr. Aloizio Mercadante Oliva, Ministro da Educação da República Federativa do Brasil

  1. Nós, cidadãos brasileiros e portugueses, não queremos que o Ministério da Educação (MEC) do Brasil elimine a obrigatoriedade do estudo da literatura portuguesa, proposta no documento Base Nacional Comum Curricular de 2016.

    Repudiamos essa proposta contra a lusofonia e contra as afinidades culturais e a unidade em torno da língua dos países de fala e escrita portuguesa que, noutros contextos, o governo brasileiro tem promovido.

  2. 5classicosdaliteratura3. Nós, cidadãos brasileiros e portugueses falamos o mesmo idioma, somos irmãos como conversadores e leitores e não aceitamos esta discriminação da cultura europeia e da literatura portuguesa por enviesamento político.

  3. 4. Esta mudança só pode interessar a quem acha que Portugal ainda vive no passado, como metrópole que explorou riquezas coloniais, escravizou populações negras e indígenas na América e na África. Esquece que Portugal iniciou a terceira vaga mundial de democracia em 1974

    5. Esta cultura do ressentimento que, para dar justa voz à cultura dos oprimidos, quer punir a velha Europa como se toda ela fosse elitista e opressora, é ideologia errada e fora do tempo.

    6. A literatura portuguesa sempre foi de raiz humanista, sempre teve escritores lúcidos e críticos dos processos de colonização e com propostas de utopias generosas, como o padre António Vieira.

    7. Queremos que os brasileiros, tal como os portugueses, continuem a aprender Camões, Fernando Pessoa, Vieira. Eça de Queiroz e Saramago para melhor conhecer as suas origens e contextos produtivos do diálogo Brasil/Portugal.

    8. Para compreender a cultura popular nordestina, não tem como não saber da literatura medieval da Península Ibérica. Para entender “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, e “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, precisa ver o teatro português de Gil Vicente.

    9. Tudo considerado, pedimos, reiteramos e exigimos que seja retirada do documento BNCC de 2016 a eliminação da obrigatoriedade do estudo da literatura portuguesa. “

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT80150

 

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