CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – QUE EUTANÁSIA MAIS HAVEMOS DE TEMER-PENALIZAR?! – por Mário de Oliveira

quotidiano1

 

Há um tipo de eutanásia sobre a qual ninguém fala. É a mais praticada e a que mais mata. Impunemente. As religiões-igrejas cristãs são campeãs neste tipo de crime. Juntamente com os demais poderes que têm garantida à partida a bênção de todas elas, porque mais não são do que os seus braços compridos no campo secular, o único que as novas gerações pós-cristãs e pós-religiosas hoje frequentam. Tanto que as próprias religiões-igrejas, em desesperada luta pela sobrevivência, acabam também seculares. Com o Dinheiro como o único deus, já bem alojado na mente-consciência das gerações mais novas e mais velhas, também elas existem para o servir e adorar, só que hoje de forma cada vez mais descarada. Nunca souberam de outro deus. A diferença entre elas e os outros poderes reside na linguagem e nos modos de operar. Mas, até nisto, elas estão a mudar. Ainda chamam santuários e basílicas aos seus locais de perversa doutrinação e de culto, mas o objectivo é o mesmo: – fazer crescer o Dinheiro nos seus cofres e os seus fiéis diminuir. Sempre foi assim, mas quase só os sacerdotes e os pastores sabiam disso. As populações, obrigadas a frequentar regularmente, sob ameaça de castigo eterno no inferno, esses lugares tidos por sagrados e santos, sentiam-se esmagadas perante toda aquela grandeza-riqueza e caíam por terra, a tremer e a bater no peito. Tinham-nos por casas do Deus todo-poderoso, grande, rico, servido por invisíveis legiões de anjos. Já então esse deus era o Dinheiro, só que vestido de religioso e cristão, perante o qual elas nada podiam fazer, a não ser gemer e chorar. O primeiro e o último ser humano a dar-se conta desta Perfídia instituída é Jesus Nazaré, o filho de Maria. Quando vê que até as viúvas pobres são levadas a deixar no tesouro dos santuários o último cêntimo, não hesita em pôr o nome aos bois. Chama “covil de ladrões” aos santuários e, aos que neles pontificam, mercenários, que existem só para roubar, matar, destruir as populações (cf. João 10, 7-15). Como o fazem? Não saem por aí aos tiros como os aprendizes de “terrorista”. Alojam-se cientificamente na mente-consciência das populações e matam-nas. É esta eutanásia que, hoje e sempre, mais havemos de temer-denunciar-penalizar.

18 Março 2016

 

https://youtu.be/fPqj_QYNHHQ

1 Comment

  1. E começa em tenra idade, esta eutanásia. Começa quando os pais, de mente/consciência morta levam o bebé para ser batizado pelo sacerdote e lho entregam para que o treine/domestique ao longo da vida, com catequeses, primeiras comunhões, crismas e afins. A escola colabora com esta eutanásia quando promove as aulas de religião e as comunhões pascais. Não me refiro só ao ensino privado, porque a escola pública, do estado laico também faz gala destas práticas.

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