A QUATRO MÃOS – CASTILHO & CASTILHO – 28

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Todas as manhãs o velho se ia sentar no banquinho que transportava, num canto do jardim. Olhava quem passava, lia o jornal. À hora do almoço comia a bucha que trazia de casa. O seu sorriso era só para as crianças a brincar.

Dia após, dia. Só não aparecia quando chovia. Um casacão protegia-o quando o frio apertava, um chapéu protegia-o quando o sol estava mais intenso.

Dia após dia.

Uma vez perguntaram-lhe: “Como vai a vida?” e ele respondeu: “Agonizando”.

 

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