REVISTA DA SEMANA – de 20 a 26 de MARÇO de 2016

revista-semana

 

O argonauta Luís Rocha, responsável pela rubrica Revista da Semana, continua de baixa, em assistência à família. Enviamos-lhe daqui um abraço, desejando que possa voltar muito rapidamente ao trabalho n’A Viagem dos Argonautas. Temos sempre presente a companhia que ele nos faz, pois sabemos que o espírito dele está connosco. A seguir vamos, resumidamente, abordar  os acontecimentos que nos pareceram mais significativos na semana que decorreu, tanto à escala internacional como nacional.

Continua a merecer muita atenção o que se passa no Brasil. Não apenas pelos laços especiais com Portugal, mas também, e muito, pelo papel que o Brasil tem desempenhado no mundo. E há séculos que há quem se preconize que esse papel devia ser muito maior, isto para além de manifestações nacionalistas exacerbadas. Após o desabamento da URSS, e em concomitância com o crescimento que o país conheceu na primeira década do século XXI, por consenso geral, o Brasil passou a ser incluído nos BRIC, um grupo de nações consideradas como com potencial para equilibrarem a influência dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) na cena mundial, no campo político e económico. A crise do petróleo, a tensão na Europa de Leste e as oscilações políticas na América Latina abalaram muito esta ideia. Por outro lado, no Oriente, a tensão na Coreia, e o reaparecimento da rivalidade entre a China e o Japão, este último país com o apoio norte-americano, entre outras questões, podem ser problemas considerados como sinais de que a prioridade se vira para o campo político-militar, e daí o reforço da ligação da China à Rússia. Neste campo, ao nível mundial o peso do Brasil não é tão grande, e é duvidoso que possa ser de outra maneira nos tempos mais próximos. Por outro lado, a crise actual, vista seja de que lado for, não ajuda em nada a imagem do Brasil.

Do lado da Europa, o problema dos refugiados desencadeou uma crise em dimensões que os dirigentes estavam longe de prever, a começar por Angela Merkel. Prova disso é o recente acordo entre a UE e a Turquia, segundo o qual, por cada refugiado clandestino devolvido, esta poderá enviar outro em condições que possa ser considerado como um emigrante legal. As dificuldades de fazer funcionar eficazmente, sem atropelos, um acordo deste tipo, são óbvias, e os riscos para os migrantes não são eliminados. A emigração clandestina talvez diminua, mas vai continuar, em situações ainda mais precárias. Entretanto, a Turquia, em troca, conseguiu a liberalização da circulação dos seus cidadãos no espaço Schengen e que o seu processo de adesão à UE fosse agilizado.

https://www.publico.pt/mundo/noticia/ue-e-turquia-mais-perto-de-um-acordo-sobre-fluxo-de-refugiados-1725513

 

 

Leave a Reply