EDITORIAL – O valor democrático de eleições livres

Que fique desde já bem claro que este editorial não põe em causa a legitimidade constitucional das últimas eleições legislativas – ou de qualquer das anteriores que desde há 40 anos constituem a base da ordenação democrática do nosso País. Poderá haver um ou outro caso de irregularidade, um ou outro eleitor finado – de um modo geral, acreditamos que legalidade é respeitada – o que contestamos é o sistema de «democracia representativa» que conduz a um parlamento que, na sua essência, representa uma oligarquia formada por quem protege os partidos que defendem os interesses dessa mesma oligarquia – gente que vem do anterior regime, famílias tradicionalmente ligadas ao poder, grandes multinacionais, bancos…

Faz hoje 83 anos, O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, conhecido como Partido Nazi, partido de extrema-direita, venceu as eleições, Activo entre 1920 e 1945, sucedera ao DAP, que existiu entre 1919 e 1920. O DAP surgiu na sequência da derrota alemã na Primeira Guerra Mundial – as humilhações infligidas, sobretudo por França e Grã-Bretanha e que ofendeu particularmente o orgulho prevalecente na Alemanha que reunia 25 estados outrora independentes e agora – desde 1871- reunidos num estado dominado pela inflexibilidade prussiana – o DAP e o Partido Nazi, usavam uma linguagem demagógica, pretensamente avançada, proletária e nacionalista, defendendo um germanismo populista. Combateram os levantamentos comunistas e criaram forças paramlitares, os Freikorps.

O discurso inicial atacou as grandes empresas num registo «anti-iburguês e anticapitalista» – numa linguagem primária e que privilegiava como temas o anti-capialismo, o anti-marxismo e, sobretudo, o anti-semitismo; os judeus eram culpados de tudo e o foco de todo o ódio nazi . aos judeus, eram juntos os comunistas, os ciganos, os deficientes mentais e fisicos, os homossexuais, os negros…todos os seres que não se enquadravam no conceito da superioridade da raça ariana… Em suma, um grupo de loucos, de degenerados mentais, com Adolf Hitler à cabeça, um grupo de miseráveis  venceu as eleições e chegou loegitimamente ao poder- uim grupo que foi esponsável por incontáveis crimes, nomeadamente o extermínio sistemático de cerca de seis milhões de judeus e de cinco milhões de pessoas dos outros grupos-alvo.

Repetimos que de modo algum comparamos PSD, CDS, PS… ao Partido Nazi. Apenas queremos lembrar que a democracia representativa privilegia as forças que tiverem capacidade para manipular o eleitorado. A democracia representativa, constrói parlamentos onde deputados que deviam cumprir promessas feitas durante as campanhas, obedecem a estratégias definidas por cérebros mercenários que obdecem a interesses que nunca, mas nunca, ao que prometeram aos seus eleitorados, A democracia representativa , servida plea chamadada comunicação social, é uma ditadura travesti.

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