Seu conceito é “atividade física ou intelectual que visa a algum objetivo; labor, ocupação/O produto dessa atividade; obra/Esforço, empenho”.
Mas, tal conceito, nos dias atuais, não é o correto que deveria ser adotado para a felicidade humana. Trabalha-se por dinheiro, por medo de não ter meios de subsistência para do dia seguinte, trabalha-se com angústia, com sofrimento. E, dessa sorte, o serviço torna-se um fardo. Mas isso não necessita ser assim. O homem deveria trabalhar por prazer, por amor ao trabalho, sentindo satisfação e alegria nas suas funções, e -o que é mais importante- deveria fazer o que gosta, realizando tarefas para as quais tem aptidão ou vocação. Assim, seu labor se converteria em fonte de felicidade e alegria.
Na sua luta pela subsistência, o homem tem criado uma sociedade competitiva, e, acreditando na sobrevivência do mais apto, tem feito do seu trabalho um tormento. Com isto, perdeu muito da sua paz, da alegria de viver, minou a saúde e retardou seu desenvolvimento espiritual. Todavia, as coisas não precisam ser assim. O trabalho feito com satisfação, paz e amor, há de ser muito produtivo e há de elevar, bem mais, a humanidade. Muitas criaturas não têm coragem de abandonar um ofício que não lhes causa nenhuma satisfação, que lhes está trazendo sofrimento, para trocá-lo por um outro, onde poderiam sentir-se felizes e realizados, embora com menos rendimento financeiro imediato. Com certeza continuarão frustradas até ao dia em que encontrarem seus caminhos, ou quando compreenderem que a coragem é a virtude dos fortes. Enquanto não tomarem essa atitude, trabalharão “de mal com a vida”,e, em algumas ocasiões, poderão-mesmo até- serem desagradáveis com seus colegas ou com terceiros, se atenderam ao público, por exemplo, que nada têm com suas escolhas operacionais.
Seres que passam grande parte do seu tempo contrariados, seja qual for o seu cargo, procuram satisfações nas horas de lazer, quando, ao contrário, deveriam encontrar, nas suas funções, a maior fonte de alegrias.
Conhecemos indivíduos que submetem seus corpos a esforços muito além de suas capacidades, dia a dia, mês após mês, ano após ano, alimentando-se mal, repousando pouco e não permitindo pausas às suas mentes, na ânsia insensata de acumularem riquezas . Quando seus corpos estiverem arruinados (e, em alguns casos, ainda são relativamente jovens), certamente nem todo o ouro que granjearam lhes restituirá suas malbaratadas saúdes, vez que a natureza sempre cobra seus tributos aos que infringem suas leis.
Não há mal em possuir bens materiais. Todavia, não se deve trabalhar com o propósito único de amealhá-los. Eles podem acompanhar o resultado dos esforços, mas se o homem neles colocar o seu coração, ou deles fizer sua finalidade, estará, em contrapartida, retardando a sua evolução espiritual e ficará sujeito ao sofrimento. De observar-se que todo o trabalho, todas a vicissitudes pelas quais se passa têm, no fundo, um único objetivo, que é “…para depois descansar”. O repouso é, pois, o desiderato, a aspiração de quem assim procede.
Quando o ser humano compreender que deve ter fé em alguma coisa, em algum ente, na família, nos amigos e perder o medo, quando se dispuser a realizar aquilo que lhe causa satisfação, então seu trabalho se converterá numa fonte perene de alegria, de agradecimento e de evolução, sob todos os aspectos.


Mais um apreciável artigo escrito pelo nobre amigo, Dr. Carlos Reni. ao qual atreveria-me a dar o titulo de “CUSTO X BENEFÍCIO”.
Aplausos ao Mestre!