EDITORIAL – O JORNALISMO QUE LUTOU CONTRA A CENSURA ATÉ HÁ 42 ANOS E O JORNALISMO DE HOJE

Faz amanhã 42 anos que saímos da situação de fascismo, que a Revolução logo editorialdos Cravos, pela mão dos militares, nos veio dar outra oportunidade de sermos um outro país, de nos podermos manifestar, organizar, viver de uma forma mais justa. Para muitos uma desilusão mas, indubitavelmente, para uma situação melhor. O que está pior é a forma como as notícias nos chegam. Se só existissem os jornais e as televisões, se não se pudesse recorrer às redes sociais e à internet, então, seria o obscurantismo total! Os bons jornalistas são uma espécie em extinção. É descarada a ligação entre os interesses empresariais e as notícias que vão difundidas.

Todos terão os seus exemplos, mas ficam alguns:

– onde está a imparcialidade nos debates, quando perante uma discussão sobre medidas económicas só se convidam pessoas opositoras do actual governo?

– onde está a ligação entre a Vodafone e o Observador, quando a primeira envia aos subscritores da sua newsletter mensagens consecutivas com notícias de última hora pôr em cheque medidas do actual governo?

– onde está a honestidade quando se fazem títulos falsos só para dizer da ineficácia do governo e da subida de vida para todos ( de “reposição salarial de 25%. dos cortes salariais dos funcionários públicos “, passa-se para “vão receber mais 25% do salário.”

– qual o interesse em dar uma boa imagem pública da magnata Isabel dos Santos, com os aspectos privados da vida da mulher mais rica de África,  que se está envolvida numa fase crucial de negócios que envolvem o Estado português?

 

 

Leave a Reply