CONTOS & CRÓNICAS – «FRATERNIDADE e SOLIDARIEADE»-por Carlos Reni da Silva Melo

                               

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  No mundo problemático e violento que nos toca viver, no torvelinho da vida, na luta diária ou em meio à batalha pela sobrevivência, no âmago de cada ser é preciso -e mesmo até fundamental- contar com muita sorte e a solidariedade dos demais e com a fraternidade dos amigos e dos parentes.

 A solidariedade pode ser prestada até por estranhos,  e ainda bem se vê por todos os lugares e a todo tempo, como em grandes cataclismos, acidentes, doenças e imprevistos outros. Já a fraternidade nos trás a ideia de parentesco, de maior aproximação entre os indivíduos. Em latim, o termo frater, sua origem, significa IRMÃO. Sua derivação resultou no vocábulo numa acepção mais ampla: harmonia, boa amizade, amor universal que une a todos os membros da espécie humana. Nesse sentido de universalismo, que tornou-se um sentimento se orientação divina, condição de paz e de felicidade no mundo todo:

 o INDUÍSMO, três mil anos antes da nossa era, recomendava “ser afável com todos. Com amor e fraternidade a todos se trata, sejam amigos ou inimigos, parentes ou não, compatriotas ou estrangeiros, santos ou pecadores, bons ou maus”; o SHINTO, religião anterior ao budismo, dizia: “todos os homens são irmãos e devem viver como tais. Vivendo assim, o país estará livre do ódio e da tristeza”; já o BUDISMO afirma ; “um amigo é um grande tesouro e deve ser acariciado como um irmão. Deveríamos fazer dos homens amigos íntimos, nossos irmãos”. Seiscentos anos A. C., o ZOROASSTRISMO pregava: “os nossos amigos deveriam ser pessoas santas”. O JANAÍSMO, doutrina da Índia, no século VI, A. C., aconselhava:” sê justos e imparciais com todos”.

 

 Feito esse retrospecto histórico, faz-se necessário completar esses pontos de vistas de nossos antigos, aditando que, se tudo feito conforme as leis cósmicas/espirituais, se não houver quebra ou interrupções nessas camaradagens ideais, a vida se harmonizará e as criaturas viverão em paz, mas existe  necessidade de contato estrito e constante para algumas pessoas, que lhes servem para aprimorar os sentimentos de fraternidade. Carecem de entrosamento e convivência para a sua manutenção. É-lhes fundamental reconhecer, no amigo, um somatório de qualidades e o equilíbrio surge, paulatinamente, ultrapassando os portais da resistência, acompanhando-os no lar, na rua e no trabalho como uma ciência, que se estabelece em elementos sólidos. Deve ser constante o exercício da prática da amizade para que esse hábito correto se aproxime da perfeição; para outros seres, porém, a amizade tem uma força perene e, mesmo que os amigos estejam afastados, nada consegue minar ou diminuir o relacionamento, como se estivesse fundado em forças pétreas, cármicas e inextinguíveis. 

  Não existirá, jamais e em tempo algum, sociedade que se organize na qual o homem não seja tratado à luz dos valores daquilo que semeia, num plano inalterável e insubstituível. A firmeza e  a dignidade dos seus atos e ações, que polariza no meio em que vive, tendo suas forças, além de somadas e aumentadas pela fraternidade, devem ser plasmadas e renovadas. Não serão as ideologias, os regimes e as religiões que lhe imporão um sistema social válido. E é só o homem que fará florescer em sua consciência própria a solidariedade e a fraternidade que o unirá aos demais, e, na busca dessa disseminação e de um melhor viver, ele será elevado à condição deente social prestante.

Enfim, solidariedade e fraternidade não se presume, se pratica. 

2 Comments

  1. Este filho único, vê em cada amigo um irmão e como tal procura trata´-lo
    Agindo por esse prisma, pratica uma filosofia consoante com o deixado no artigo escrito pelo meu preclaro irmão.
    Abraço fraterno e parabéns!

  2. Caro amigo,
    Esta sua Crónica é excelente e comungo destes pontos de vista. ” Todos os homens são Irmãos e deveriam viver como tal”.
    Essa é também a minha Caminhada.
    Meus “sinceros” aplausos.
    Fraterno abraço
    Isabel

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