Diz-se por aí, jornais, rádios, tvs incluídos, que todos os caminhos vão dar a Fátima. Não vão! Os 6 milhões de “peregrinos” que, no propagandear do próprio Santuário S.A. rumam até lá, cada ano, a maior parte deles, utentes do turismo religioso nacional e internacional, são pouco mais de metade da população residente em Portugal. Uma pequeníssima percentagem da população da Europa e um quase-nada da população mundial. Em 2017 – o dos 100 anos de toda aquela mentira e crime que o clero de Ourém impunemente praticou, entre 1917 e 1930 (Fátima 1), e a partir de 1935 até aos nossos dias (Fátima 2), apoiado pelos famigerados Cónego Formigão, professor do Seminário de Santarém, Pe. Lacerda e o bispo de Mitilene, à frente do Patriarcado, em substituição do bispo titular no exílio – serão obviamente muito mais, graças ao “efeito papa Francisco”, a comprovar assim que ele não tem um pingo de vergonha na cara. O que inicialmente pretendeu o clero de Ourém e seus apoiantes na retaguarda, com o teatrinho das “aparições”, foi restaurar a diocese de Leiria e mobilizar os católicos para a reza do terço e a frequência da missa aos domingos, crescentemente em desuso, por influência da República, então com 7 anos. Depois da quase imediata restauração da Diocese e da morte dos irmãos Francisco e Jacinta, duas das 3 crianças utilizadas por eles naquele teatrinho, e do quase “rapto”, alta madrugada, de Lúcia, 14 anitos, condenada por eles a ser freira até à morte, tudo ficou mais fácil para os bispos católicos criarem a Sociedade Anónima que hoje Fátima é. São crimes e crimes de lesa-humanidade e de lesa-Deus, o de Jesus, nunca levados a um tribunal, nem sequer de Opinião Pública, e branqueados pelo cristianismo de Pedro-Paulo-Constantino, imperador de Roma, expressamente criado para branquear o horrendo assassinato de Jesus Nazaré na cruz do império, convertido por ele no maior sacrifício de redenção da humanidade! Apesar disso, o cristianismo sempre tem contado com o apoio incondicional do poder político-financeiro, o seu filho unigénito, que, juntamente com as religiões e as igrejas cristás, formatam as mentes das multidões e arrastam-nas para os grandes santuários S.A. e os grandes estádios de futebol. Os meus livros FÁTIMA S.A. Seda Publicações 2015 e FÁTIMA NUNCA MAIS, Campo das Letras 1999, põem tudo a nu. Corram por eles, por mais que se danem as hierarquias católicas e o Vaticano, cujas mãos e consciências andam permanentemente sujas de sangue!