Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
Panamá Papers – um reflexo do modelo neoliberal.
7. Panamá papers: ” A maior fuga de informações de toda a história ” em matéria de corrupção publicada à vista de toda a gente: mas onde estão os americanos?
Publicado por Jen de Dieu MOSSINGUE em 3 de Abril, 2016
* Montagem a partir de outros textos (cujos links estão referidos no texto) de Jen de Dieu, seleccionados e traduzidos por Júlio Marques Mota.
O nosso comentário
O caso não foi publicado nesta data para prestar um grande serviço à humanidade, mas sim para visar e atingir a imagem de Putin e de alguns indelicados aqui para fins bem específicos, numa tentativa de enfraquecer o presidente russo no seu próprio campo, na Rússia, e no mundo. Isso também irá depender da capacidade de reacção mediática dos apoios de Putin e do Kremlin.
Porque Putin é amado em todo o mundo pelo seu grande trabalho que tem realizado em defesa do direito internacional e da protecção dos mais fracos. Este caso, certamente, começou a tomar forma no momento em que as sanções anti-económicas contra a Rússia foram lançadas, ou depois do início da guerra na Síria.
A intervenção russa na Síria terá acelerado o estudo e o tempo da sua difusão. Embora os danos colaterais sejam necessários para enganar a vigilância das pessoas e da opinião pública. Esta é uma questão altamente política que cheira a gato , que cobre o ruido do envio de forças militares americanas para junto da fronteira russa.
Lembramo-nos do caso Pechiney-Triangle – que enlameou o ainda vivo Roger-Patrice Pelat, um empresário francês rico, um amigo próximo de François Mitterrand. Este caso tinha apenas manchado o seu autor uma vez que o presidente Mitterrand não estava envolvido nele, nem de longe nem de perto. Ele foi acusado no dia 16 de Fevereiro de 1989 pela dissimulação de informações privilegiadas, depois da aquisição da empresa norte-americana American Can Company pela empresa Pechiney.
De modo nenhum neste negócio se cita directamente Vladimir PUTIN, apenas membros do seu círculo de amigos, sejam eles muito íntimos ou muito próximos. Mas com o barulho mediático intenso, a questão é apresentada como se dele se trate directamente, como seja ele mesmo o autor principal. É absurdo! Sem os amálgamas, a iniciativa tomada por estes meios de comunicação social seria louvável.
Trata-se lá de um desvio de atenção sobre algumas outros assuntos bem dramáticos, sobretudo que a Arménia é um aliado da Rússia, via Nagorno-Karabakh que é atacado por Bakou no mesmo momento. É preciso ser-se trouxa para não compreender este carrocel. Os Panamá Papers não foram lançados para resolver definitivamente os grandes males do mundo da finança pois que este, pelo contrário, irá continuar a prosperar na mais alta elevado nepotismo.
Jean de Dieu MOSSINGUE
© Rodrigo ARANGUA AFP Panamá, local onde se localiza a empresa Mossack Fonseca
11,5 milhões de documentos divulgados e centenas de milhares de pessoas muito ou pouco enlameadas, incluindo chefes de estado, políticos, atletas de topo e outros indivíduos ricos: este escândalo sem precedentes pode deixar rastos.
A empresa Mossack Fonseca do Panamá, um gigante especializado na domiciliação de empresas offshore, sofreu uma fuga massiva de documentos confidenciais, revelados por 107 jornais de 76 países, coordenados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.
De acordo com site Panama Papers onde os documentos são revelados, personalidades muito diferentes estão a ser postas em causa. Os documentos revelam os activos localizados em offshores de 12 chefes de Estado, incluindo o rei da Arábia Saudita, o presidente ucraniano, o primeiro-ministro islandês ou o primeiro-ministro do Paquistão. As estrelas do futebol como Lionel Messi ou de Michel Platini também estariam a ficar enlameados.
“Aqui estão os famosos políticos sobre a Wikileaks dos mega-ricos nos sites:
1. http://interactive.fusion.net/dirty-little-secrets/
2. http://fusion.net/story/287227/famous-presidents-shell-companies-trove/
128 outros homens políticos e altos funcionários de diferentes países são igualmente referenciados, assim como 29 das 500 personalidades mais ricas do planeta (de acordo com a famosa classificação Forbes).
No total são mais de 214.000 entidades offshore administradas pelo gabinete panamiano que é agora revelado e colocado à vista de toda a gente.
O sítio explica também que “ amigos do presidente da Rússia Vladimir Putin” teriam sido identificados por terem supostamente criado sociedades-fictícias.
© panamapapers.icij.org
Segundo o jornal Le Monde, que faz parte dos 107 jornais que estão a revelar a informação, e esta foi revelado pela primeira vez ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung (SZ), trata-se “da maior FUGA de dados de toda a história do jornalismo “. Na verdade, o número de “Panamá Papers ” representa bem do que os documentos recolhidos em conjunto pelo Wikileaks, pela Lux Leaks e pela Swiss Leaks .
Os ficheiros vêm da empresa Mossack Fonseca,um gigante especializada na domiciliação de empresas offshore. Estes ficheiros estendem-se sobre um período entre 1977 e 2015. Eles são apresentados sob a forma de e-mails, ficheiros PDF, fotos e extractos da base de dados da empresa Panamá.
O país é conhecido como um centro financeiro dos mais opacos do mundo e um centro de lavagem de dinheiro.
O jornal alemão diz que recebeu os documentos da empresa há um ano atrás a partir de uma fonte anónima que ” não queria nem a compensação financeira nem qualquer outra coisa em troca.”
Outros documentos foram então obtidos através de uma investigação que tinha reunido cerca de “400 jornalistas de mais de 100 jornais”, escreveu o jornal alemão.
Detalhes a seguir em :
https://francais.rt.com/international/18506-panama-papers-fuite-corruption




