ANTONIO COLINAS GANHOU O PRÉMIO RAINHA SOFÍA DE POESIA IBEROAMERICANA

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Prémio Reina Sofía de Poesia Iberoamericana existe desde 1992 e é o maior prémio de poesia de língua espanhola, mas que inclui também poetas que escrevem em língua portuguesa: já foram premiados João Cabral de Melo Neto (1994), Nuno Júdice (2013) e Sophia de Mello (2003). É uma atribuição conjunta da Universidade de Salamanca e do  Património Nacional que tem por objectivo premiar o conjunto de uma obra poética de um autor vivo que, pelo seu valor literário, constitua um contributo relevante o património cultural comum à Ibero América e Espanha. Antonio Colinas (León, 1946) foi quem o recebeu este ano.

Luis Alberto de Cuenca, portavoz do júri, assinalou que Antonio Colinas “é um poeta fantástico e um homem  bom”. “É um digno herdeiro dos poetas dos 50 e um exemplo da escrita em prosa”. “No início da sua poesia esteve muito marcada pelo culturalismo de la época para posteriormente cantar como ninguém a paisagem e chegar a uma poesia muito intimista, com clara influência de poetas castelhanos como San Juan de la Cruz”, comentou Luis Alberto de Cuenca.

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Nascido em La Bañeza, León, em 1946, Antonio Colinas é poeta, novelista, ensaísta e traductor. Exerceu como leitor de espanhol nas universidades de Milão y Bérgamo e viveu duas décadas em Ibiza antes de fixar residência em Salamanca.

Afirma: “El poema es una fusión de sentimiento y pensamiento. Es verdad que el poeta le da muchas vueltas al poema y quiere pensar más que sentir, y es ahí cuando surge el poema fallido. El misterio, el milagro es ese texto que el autor lee como una revelación y se asombra al verlo escrito. La poesía siempre es palabra nueva”.

 POEMA DE LA BELLEZA CAUTIVA QUE PERDI

Pequeña de mis sueños, por tu piel las palomas,
la pálida presencia de la luna en el bosque
o la nieve recién caída de los astros.
por esa piel sin mácula, por su tersura suave,
tronché columnas firmes, derrumbé la techumbre
de la más alta noche: la de mis sueños puros.
Pan del amanecer tu blanco cuello, frente,
osamenta querida, veta, venero noble…
Aquí tengo los brazos abiertos como un río,
las venas descansadas, todo el amor del mundo
dispuesto a consumir en un beso glorioso.
Pequeña mía, amada, no olvides que por ti,
una noche de julio, olvidé la aventura
de salir a buscar la belleza cautiva.

No site http://pt.encydia.com/es/Antonio_Colinas poderão recolher mais informações sobre a vida e as publicações do poeta.

 

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