EDITORIAL – os Impérios também se afundam

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As Américas, quer as que foram, a Sul, colonizadas pelos Castelhanos e Portugueses, quer as que a Norte foram ocupadas por britânicos e franceses, não conservaram as culturas edificadas antes da chegada dos invasores europeus – a força bélica destruiu culturas milenares, em muitos aspectos, mais avançadas do que as europeias.

Pablo Neruda canta, na sua poesia maravilhosa o heroísmo dos libertadores. Libertadores? De quem? – dos índios assassinados, tribos, civilizações, dizimadas por europeus que queriam deixar de prestar contas aos seus soberanos? Gente que alcançada a independência, continuava a escravizar os negros idos de África? As Américas são uma projecção da Europa (no pior e no melhor que ela tem). Uma Europa onde as coisas são pensadas em grandes dimensões. Parece vir aí um presidente que conserva no sangue a memória de uma ancestral superioridade britânica, embora os conquistadores do Oeste, não fossem propriamente aristocratas. 

Donald John Trump , à beira dos 70 amos, é um empresário nova-iorquino, investidor e personalidade da comunicação social, presidente do conglomerado The Trump Organization e fundador da Trump Entertainment Resorts. É um «vencedor» e, diz ele. quer restituir aos Estados Unidos a supremacia mundial. A que tem direito, acha ele. Se vence as eleições, porá os rottweileres do Pentágono à solta e sem açaimo.

Hoje passa mais um aniversário sobre o afundamento do inafundável Titanic– foi em 31 de Maio de 1911. Neste negócio dos paquetes e dos impérios gigantescos, por vezes há surpresas. Icebergs.

 

 

 

 

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