No Teatro Nacional de São Carlos NABUCCO Giuseppe Verdi (1813 – 1901) Drama lírico em quatro partes

 

nabucco

NABUCCO
Giuseppe Verdi (1813 – 1901)
Drama lírico em quatro partes
Libreto de Temistocle Solera
Teatro Nacional de São Carlos
9, 14, 16 e 18 de Junho às 20:00 e 11 de Junho às 16:00

Direção musical Antonio Pirolli
Encenação André Heller-Lopes
Cenografia Renato Theobaldo
Figurinos Marcelo Marques
Desenho de luz Fabio Retti

Nabucco Àngel Òdena
Abigaille Elisabete Matos
Zaccaria Simon Lim
Fenena Maria Luísa de Freitas
Ismael Carlos Cardoso
Grande Sacerdote Mário Redondo
Anna Carla Simões
Sacerdote André Henriques
Abdallo Pedro Rodrigues

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Giuseppe Verdi {1813 – 1901}

Que melhor garantia para o sucesso que um coro de exaltação patriótica em pleno Risorgimento? O verdadeiro triunfo de “Nabucco” não se deveu exclusivamente à qualidade da partitura, mas sim e sobretudo, à maneira como Verdi, ainda nos seus anni di galera, soube traduzir o anseio de liberdade e autonomia dos seus compatriotas.
Na ópera, os escravos hebreus, dominados pelos assírios, choram nas margens do Eufrates pelo regresso à Pátria amada enquanto entoam Va pensiero, doloroso cântico que traduzia, engenhosamente, a revolta dos italianos contra o opressor austríaco. Após os fiascos de “Oberto” e “Un Giorno di Regno”, as duas primeiras óperas de Verdi, “Nabucco” assinala a primeira das suas futuras glórias. Outros dois felizes acontecimentos marcam para sempre a vida do compositor: Rossini elogia de viva voz a qualidade de Nabucco, e Verdi conhece Giuseppina Strepponi, a ‘Abigaille’ da ópera cujos precipícios vocais fariam terminar abruptamente a sua carreira e tornar-se a fiel companheira do compositor.
O libreto de Temistocle Solera bem poderia servir de guião para um épico bíblico hollywoodesco dos anos 50: ciúme, intriga, veneno, escravos e deuses irados seriam decerto ingredientes para o sucesso, tal como o foi “Nabucco” na noite de estreia no Scala. Corria o ano de 1842 em que Glinka compôs “Russland e Ludmilla”, a anestesia é usada pela primeira vez numa operação cirúrgica, e morre Constanza Mozart.
Em Lisboa, Costa Cabral lidera uma revolta com o fim de restaurar a Carta Constitucional.

M/6

Duração: 180 min. c/ intervalo

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