A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Em 28 de Julho de 1794, era guilhotinado Maximilien de Robespierre, o incorruptível. Com 36 anos, este advogado de Arras, compreendera que uma Revolução ou é uma ruptura total com o passado ou será apenas um incidente histórico e muitas vezes uma compatibilização com os chamados poderes fácticos. De certo modo, o nosso 25 de Abril foi um desses ajustamentos históricos – ditaduras, camisas azuis ou verdes numa Europa que, durante a Guerra Fria. se autodefinia – por oposição ao bloco do pacto de Varsóvia, como democrática, asséptica, figuras como Salazar e Franco eram incómodas, só podiam estar no museu da Madame Tussaud. Porém, o dado novo foi o povo ter acreditado – “o MFA entregou-nos o País limpo de ratazanas- vamos lá assumir o poder”. Mas Carlucci, Sá Carneiro, Mário Soares, não queriam uma Revolução, mas apenas um aggiornamento. Voltemos a Robespierre.