
Em Portugal fala-se muito sobre ganhar dinheiro sem trabalhar. Não existem estudos, estimativas ou algo parecido que dê uma ideia concreta sobre a dimensão do fenómeno, se é que ele é significativo. Mas a verdade é que para a grande maioria das pessoas, trabalhar é a única maneira de ganhar dinheiro e assim conseguir sobreviver. Entretanto faltam empregos a sério, com funções bem definidas e remuneração digna para o trabalhador, e ocorrem situações como as de bolseiros e estagiários, que em certas situações se justificam, mas que noutras servirão apenas para poupar às entidades patronais (pública e privadas) os custos da contratação de trabalhadores. Ou fazerem esses custos recaírem sobre o orçamento público
O que parece confirmado é que há quem queira aproveitar-se do trabalho dos outros, sem o pagar, ou pagando o menos que possível. O caso mais recente é o dos estagiários que têm sido obrigados a entregar à entidade empregadora (?) parte do dinheiro que recebem do IEFP. Trata-se de uma questão que tem de ser apurada em toda a profundidade, e devidamente regulada. Um aspecto salta à vista: numa altura em que se fala tanto em estagnação da economia, não é com certeza propício a um verdadeiro crescimento económico e social (uma coisa não vai sem a outra) preencherem-se postos de trabalho, que requerem empenhamento e constância, para além de conhecimentos apropriados, que muitas vezes só se adquirem com a prática, com trabalhadores em regime precário, mal pagos, e sempre com o espectro do desemprego pela frente.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
https://aviagemdosargonautas.net/2013/11/06/editorial-oferece-se-trabalho-nao-emprego/
http://www.esquerda.net/artigo/iefp-vai-promover-auditoria-aos-programas-de-estagios/44226
