EDITORIAL –  DUAS NAÇÕES EM CRISE PERTO DE NÓS.

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O reino espanhol e o Brasil estão perto de nós. O primeiro geograficamente, o segundo pela língua e pelos afectos. Também temos laços afectivos com o primeiro, mas são de outras natureza, até pela pluralidade de nações que o compõem. Mas tanto um como outro estão passando por processos, que constituem sem sombra de dúvida crises graves, que nos podem afectar a nós portugueses de várias maneiras.

No reino vizinho, o problema é este: porque tem Rajoy de continuar a ser presidente do governo? Vicenç Navarro, num artigo já referido por A Viagem dos Argonautas num editorial anterior já equacionou o problema: o PP, em conjunto com Ciudadanos, não consegue chegar à maioria absoluta. O PSOE, com PODEMOS, IU, o PNV (Partido Nacionalista Vasco), CDC (Convergència Democrática de Catalunya) e ERC (Esquerra Republicana de Catalunya), consegue. Rajoy há dois meses que tenta formar governo. Se não o conseguir, será que podemos esperar que Filipe VI chame Pedro Sánchez para tentar formar governo governo? Vamos ter de aguardar para ver. Entretanto, não será descabido dizer que Rajoy já teve tempo a mais. Sobre o sentimento que a hipótese de o rei chamar Pedro Sánchez desperta junto de algumas pessoas e meios influentes pode ser sentido clicando no primeiro link abaixo, e lendo um artigo de Rubén Amón saído no El País, Sánchez desafía a Rajoy… y al PSOE. O artigo acima referido de Vicenç Navarro, Como puede ser que Rajoy continúe siendo Presidente de España?, saído no Publico.es em 4 de Agosto último, pode ser acedido clicando no segundo link abaixo.

No Brasil, parece estar no fim o trágico episódio da destituição de Dilma Rousseff, que muito caro tem custado ao país, à sua credibilidade e à sua economia. Mesmo muitos dos que são favoráveis ao “impeachment” já terão compreendido que este foi um caminho completamente errado. Dilma Rousseff não foi uma boa governante (como aliás a grande maioria) mas é horrível que seja demitida pela acção de quem, ao que tudo indica, fará bem pior do que ela. Mostrou coragem e dignidade na queda, o que merece ser lembrado, pois são poucos os que o conseguem. Entretanto, no Brasil e no resto  do mundo o sistema de democracia representativo apodrece. Basta olhar para a União Europeia, em desagregação. E quem ganhar as eleições norte-americanas. Donald Trump, xenófobo, preconceituoso  e racista, ou a discípula de Kissinger, Hillary Clinton, messiânica e imsperialista?

Propomos que para além dos dois links já acima referidos, cliquem no terceiro para terem acesso ao vídeo com o discurso de defesa de Dilma Rousseff no julgamento do “impeachment”.

http://politica.elpais.com/politica/2016/08/31/actualidad/1472635265_431952.html

http://blogs.publico.es/dominiopublico/17548/como-puede-ser-que-rajoy-continue-siendo-presidente-de-espana/

https://youtu.be/OJWtlDpZkcI?t=5

 

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