
Parece que afinal Pedro Sánchez, o secretário-geral do PSOE sempre se decidiu a tentar formar governo no reino vizinho. Mas tem um trabalho complicado pela frente que é o de convencer o seu próprio partido a segui-lo. Com efeito, dentro do PSOE há posições muito diversas, que vão desde o não puro e simples ao governo PP, passam pela abstenção para o deixar governar, desde que haja concessões, como por exemplo que o novo governo não seja chefiado por Rajoy, e vão até o sim a este último, desde que aceite uma lista de concessões, que parece que ainda não se sabe quais serão.
As divisões dentro do PSOE dizem mesmo respeito à manutenção de Sánchez à frente do partido. Mas ele, perante a situação, parece disposto a jogar forte. Assim, propõe-se convocar eleições primárias directas para o partido, e um congresso extraordinário para conseguir obter uma ratificação das suas posições, quanto a propor-se a formar governo. Para conseguir alcançar este objectivo, precisará de estabelecer acordos com o PODEMOS, Izquierda Unida, e partidos independentistas catalão e basco. A isso se opõem os barões do partido, a quem Sánchez acusa de quererem viabilizar a governação de direita.
No próximo sábado reúne-se o comité federal do PSOE, que governa o partido entre congressos. Tudo indica que será uma reunião decisiva, embora Sánchez declare que a convocação do congresso extraordinário acarreta que as decisões que forem tomadas nesse dia poderão não ser seguidas. Entretanto, enfrenta não só os barões do seu partido, como o establishment nacional, muito conservador, que inclui a maior parte da comunicação social, e se tem mostrado favorável à entrada em exercício de um novo governo PP, sempre com Rajoy à frente.
http://ctxt.es/es/20160921/Politica/8620/Sanchez-congreso-primarias-golpe.htm
http://politica.elpais.com/politica/2016/09/27/actualidad/1475004833_836653.html
